Criado dentro de uma casa na Comunidade do Fumacê, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o projeto Clube das Palavras completa dois anos de atuação em 2026. Idealizada pelo poeta Bruno Black, a iniciativa surgiu com a proposta de ampliar o acesso à literatura e incentivar a produção autoral na periferia.
Ao longo desse período, o espaço se consolidou como um ponto de encontro para escritores iniciantes e leitores da comunidade. As atividades incluem oficinas, rodas de leitura e encontros literários voltados à criação coletiva e ao desenvolvimento de textos autorais.
Os participantes do projeto passaram a ser conhecidos como “Palavrudos”, denominação que representa a identidade construída pelo grupo. Mais do que frequentadores das oficinas, eles atuam como autores em formação, compartilhando produções, desenvolvendo obras próprias e participando de atividades culturais dentro e fora da comunidade.
Em dois anos de funcionamento, o Clube das Palavras já reuniu centenas de participantes e contribuiu para o lançamento de obras literárias. Entre os marcos da trajetória está a publicação de um livro ligado ao projeto, com apoio da Editora Conejo, ampliando a circulação da literatura produzida pelos integrantes do coletivo.
A iniciativa também incentivou o lançamento do livro infantil do autor Marcos Lopes, reforçando o objetivo de estimular não apenas a formação de leitores, mas também o surgimento de novos escritores.
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Com o crescimento do projeto, as atividades passaram a ocupar outros espaços da cidade. O clube realizou lançamentos e encontros em escolas públicas, como o CIEP Thomas Jefferson, e participou de eventos culturais, incluindo um lançamento na Arena Chacrinha, em Pedra de Guaratiba, durante o sarau da artista Lenita H.
O grupo também marcou presença em eventos de grande visibilidade, como a Bienal do Livro do Rio de Janeiro e a Expo Favela Innovation, ampliando a projeção do trabalho desenvolvido na comunidade.
Apesar da expansão das atividades, o projeto continua sendo mantido de forma independente, sem financiamento fixo. A sustentabilidade ocorre por meio da venda de livros produzidos pelo coletivo, contribuições voluntárias e apoio da própria comunidade, além do trabalho direto de Bruno Black na organização das atividades.
Ao completar dois anos, o Clube das Palavras se firma como um espaço de formação literária comunitária e de incentivo à produção cultural na periferia, reunindo autores, leitores e iniciativas que buscam ampliar a presença da literatura em diferentes territórios da cidade.
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Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e O Mundo dos Inconfidentes.
