A Câmara Municipal de Ouro Preto recebeu, nesta semana, um requerimento do vereador Renato Zoroastro que chama atenção para um tema sensível e urgente: as dificuldades enfrentadas pelas mães de crianças atípicas, aquelas que têm filhos com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento.
No documento, o parlamentar solicita ao Executivo informações detalhadas sobre o número de famílias nessa condição no município, os serviços atualmente oferecidos e os recursos destinados a esse público. O objetivo é levantar dados concretos que permitam a formulação de políticas públicas mais efetivas e integradas.
Além da coleta de informações, o requerimento propõe a criação de um Grupo de Trabalho (GT) com caráter consultivo. Esse colegiado deverá reunir representantes da Câmara, das Secretarias de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, dos conselhos municipais competentes, além de profissionais da área e, principalmente, das próprias mães. A ideia é que o GT apresente um relatório com recomendações para a implementação de ações concretas.
Entre as demandas levantadas pelo vereador estão a ampliação das vagas em creches e escolas inclusivas em tempo integral, a criação de um Centro de Referência Municipal para Atendimento Integrado, com terapias multidisciplinares e apoio psicossocial, além da garantia de transporte adaptado para consultas e atendimentos especializados.
Segundo Renato Zoroastro, é essencial dar voz às mães que vivem essa realidade diariamente.
“Essas mulheres enfrentam uma rotina exaustiva para garantir dignidade e qualidade de vida aos filhos. Não podemos permitir que essa luta seja solitária. É nosso dever transformar essa realidade em prioridade do município”, afirmou.
A iniciativa reforça a importância de que o município elabore políticas públicas de inclusão baseadas em informações confiáveis e diagnósticos precisos, de modo a transformar dados em ações concretas que atendam de fato às necessidades das famílias.
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