A professora Aparecida Vitória da Silva relatou, na reunião ordinária da Câmara de Ouro Preto desta terça-feira (9), que perdeu um exame essencial para iniciar a quimioterapia porque o transporte da Secretaria de Saúde não passou no dia 3 de dezembro. A saída deveria ser às 4h15, ela aguardou até 7h30 no ponto combinado, mas o veículo não passou.
Segundo Aparecida, o exame deveria ter sido feito antes da consulta marcada para 12 de dezembro no Instituto de Oncologia e Ciências Médicas, em Belo Horizonte. Ela levou ao plenário o documento que comprova a necessidade do procedimento e pediu ajustes no transporte. “Que o carro da saúde vá a um ponto central de cada bairro. Buscar em casa aqueles pacientes incapacitados”, afirmou. Ela citou ainda a dificuldade de deslocamento em áreas íngremes da cidade: “Como pagar táxi lá do morro? Tem que vir a pé mesmo, correndo risco de vida.”
O caso motivou manifestações de vereadores. Wemerson Titão (PT) propôs articular a criação de uma casa de apoio em Ouro Preto, semelhante à mantida pelo município em Belo Horizonte. A ideia é oferecer um local para pacientes que retornam da capital após tratamentos ou que aguardam transporte.
O vereador afirmou que pretende destinar parte de sua emenda impositiva à proposta e mencionou a possibilidade de outros parlamentares contribuírem. “A gente tá destinando R$ 500 mil da nossa emenda, R$ 400 mil da emenda do Mercinho, e o vereador Gringo ainda vai ver se pode destinar. Dependendo da conversa, pode chegar a quase R$ 1,5 milhão para que essa casa possa sair do papel”, declarou.
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Segundo Titão, o objetivo é evitar que pacientes fiquem vulneráveis durante longas esperas após chegarem de Belo Horizonte. Ele citou atrasos frequentes no trajeto e o impacto disso em tratamentos sensíveis, como quimioterapia e radioterapia.
O vereador Ricardo Gringo (Republicanos) reforçou a necessidade de ajustes no sistema de transporte da Saúde. Ele classificou a situação como grave e pediu medidas imediatas. “É inadmissível: não ter o carro no horário agendado. Se agendou, tem que buscar”, disse. O vereador destacou que o problema não se limita aos pacientes oncológicos. “Pode ser dentista, clínico, qualquer consulta. Tinha que ter um carro substituto para atender.”
Ele também mencionou falhas de organização em pontos de embarque, especialmente em Cachoeira do Campo. “Às vezes marca um local e cada um vai para um lado. A van passa e a pessoa perde porque não havia identificação clara”, disse. Gringo sugeriu que a Secretaria avalie um veículo menor para buscar moradores que têm dificuldade de locomoção. “Vamos cobrar com veemência. É inadmissível alguém sair de casa três horas da manhã, esperar até sete e a van não passar.”
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