Marcelo Aro diz que repactuação foi “o que era possível”

Marcelo Aro diz que repactuação da Fundão foi “o que era possível”

Durante entrevista ao programa Real Entrevista, da Rádio Real F.M, nesta terça-feira (16), o secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro, comentou a repactuação da Barragem de Fundão e afirmou que, apesar das críticas do Governo de Minas, o acordo firmado representou o melhor resultado possível naquele momento.

Marcelo Aro foi questionado se os municípios atingidos, especialmente Mariana — cidade epicentro do rompimento da barragem —, não ficaram com um valor considerado baixo na repactuação. Pelo acordo, Mariana receberia R$ 1,2 bilhão, caso aderisse aos termos. O prefeito Juliano Duarte (PSB), no entanto, optou por não assinar e aguardar a decisão judicial em andamento na Inglaterra.

O valor total da repactuação é de R$ 170 bilhões. Desse montante, a maior parte fica com o Governo Federal e os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Segundo os dados apresentados, R$ 81 bilhões serão aplicados em programas e ações de recuperação em Minas Gerais, incluindo a região de Mariana. Outros R$ 29 bilhões são destinados à União e R$ 14 bilhões ao Espírito Santo.

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Ao responder sobre a possibilidade de Mariana ter recebido mais recursos, o secretário afirmou que o Governo de Minas também tinha diversas reivindicações que não foram atendidas durante as negociações. Ele destacou a diferença entre o que seria ideal e o que foi possível concretizar na prática.

Marcelo Aro explicou que o processo de negociação exigiu concessões e afirmou que, apesar das críticas existentes, a avaliação final foi de que o acordo era melhor do que a ausência de qualquer repactuação. Segundo ele, essa foi a principal posição defendida pelo Governo de Minas no encerramento das tratativas.

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