ASSUFOP define início de greve para 2 de março após assembleia na UFOP

ASSUFOP define início de greve para 2 de março após assembleia na UFOP

O ASSUFOP — Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP — aprovou o início de greve para o dia 2 de março de 2026. A decisão foi tomada em assembleia extraordinária realizada nesta segunda-feira (23), no auditório do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Ouro Preto, com a participação de 165 servidores associados.

Além da deflagração da paralisação, a categoria também deliberou pela criação do Comando Local de Greve. Segundo a direção sindical, a composição do grupo será divulgada nos próximos dias, após os encaminhamentos internos.

A data escolhida acompanha o calendário nacional da FASUBRA Sindical, entidade que representa os trabalhadores técnico-administrativos em educação das universidades federais. O objetivo é alinhar o movimento local à organização do Comando Nacional de Greve e fortalecer a mobilização em nível nacional.

Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão o cumprimento integral de pontos acordados anteriormente com o governo federal, a inclusão de itens do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) que não foram contemplados no projeto de lei enviado pelo Executivo, a implementação da jornada de 30 horas semanais e o reposicionamento dos servidores aposentados. Também integram a pauta outras demandas estruturais relacionadas à carreira.

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O debate durante a assembleia foi marcado por posições distintas. Parte dos servidores defendeu a greve imediata, avaliando que 2026 pode representar uma janela estratégica para pressionar por avanços, mesmo sendo ano eleitoral. Para esse grupo, a mobilização neste momento pode ampliar as chances de negociação antes do encerramento do atual cronograma governamental.

Já os contrários à paralisação ponderaram que o movimento nacional ainda precisa ganhar maior robustez para sustentar uma greve prolongada. Também houve alertas sobre possíveis limitações impostas pela legislação eleitoral, que poderiam restringir medidas administrativas ou orçamentárias.

Com a decisão aprovada, o sindicato informou que dará início aos trâmites legais e enviará ofício oficial à Reitoria comunicando o início do movimento paredista. A paralisação poderá impactar a rotina administrativa da universidade, dependendo do nível de adesão dos servidores.

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