A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), começou a retirada definitiva dos orelhões das ruas de todo o Brasil. O processo de remoção em massa acontece após o fim dos contratos de concessão das operadoras de telefonia fixa, que não têm mais a obrigação legal de manter os aparelhos públicos em funcionamento.
A retirada dos orelhões marca o fim de uma era na comunicação nacional. Esses aparelhos, que eram indispensáveis no passado, especialmente entre os anos 1970 e o começo dos anos 2000, foram, ao longo dos anos, principalmente com a popularização da telefonia móvel, caindo em desuso.
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Em 2020, o país contava com cerca de 202 mil orelhões. Atualmente, de acordo com dados da Anatel, existem cerca de 33 mil orelhões em funcionamento no Brasil e cerca de 4 mil em manutenção.
No Brasil, o orelhão surgiu na década de 1970 e o modelo mais famoso foi criado pela arquiteta e designer chinesa naturalizada brasileira Chu Ming Silveira, a pedido da então Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Com o formato em concha, que lembra uma orelha, tinha funções bem definidas: isolar o som, facilitando a audição em locais barulhentos; proteger o usuário do sol e da chuva; garantir maior privacidade e ser resistente ao vandalismo.
A partir dos anos 2000, com a popularização dos telefones celulares, o uso dos orelhões caiu drasticamente. Muitos foram desativados, removidos ou ficaram abandonados. Mesmo em desuso, o orelhão permanece como símbolo da memória urbana brasileira, ícone do design nacional, elemento frequente em projetos de arte, fotografia e reuso urbano.
Hoje, alguns orelhões são preservados como patrimônio cultural ou reaproveitados em intervenções artísticas e projetos comunitários.
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Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto e estagiária no Jornal Geraes e na Rádio Real FM.
