Livro ‘Etapas de um Percurso’ será lançado em Tiradentes neste sábado (14)

No próximo sábado (14), será lançado o livro “Etapas de um percurso: 50 anos de atividades de uma historiadora da arte no Brasil, 1972-2022”, que e percorre a trajetória profissional da professora e pesquisadora, Myriam Andrade, especialista na obra de Aleijadinho e autora de livros referenciais para os estudos da História da Arte Sacra Brasileira, dos séculos XVI ao XIX. O evento acontecerá das 18h às 20h, no Sobrado Ramalho (sede do IPHAN e do IHGT), na Rua da Câmara, 124.

A obra parte da formação de Myriam na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, durante a década de 1960, onde também defendeu sua dissertação de mestrado sobre os Passos do Aleijadinho em Congonhas (MG), revelando dentre outros aspectos, que o escultor trabalhou com auxiliares, na execução do conjunto das 64 imagens, dispostas nas capelas.

Leia também:

A pesquisa possibilitou a mudança na disposição original dos grupos escultóricos das capelas em Congonhas e entre as décadas de 1970 e 1980, a historiadora relata o trabalho desenvolvido com o poeta e ensaista, Affonso Ávila e a colaboração na Revista Barroco, em Belo Horizonte e também, o trabalho no Setor de Cidades Históricas da Fundação João Pinheiro quando assumiu a Superintendência de Museus do Estado de Minas Gerais, para montar o Museu Mineiro (inaugurado em 1982).

A partir da mudança para o Rio de Janeiro, já atuando no IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Myriam Ribeiro idealizou e coordenou por duas décadas, o “Inventário Nacional de Bens Móveis e Integrados”, com o levantamento dos acervos das igrejas do período colonial no Brasil.

A autora também atuou como docente, na UFMG (1973 a 1986) e na UFRJ (1987 a 2007); em cursos independentes de História da Arte que ela idealizou em museus, como o Museu Nacional de Belas Artes no RJ (1992 a 2013) e pós-graduações em História da Arte Sacra (2005 a 2014) e na organização de Congressos do Barroco no Brasil (1983,1989) além de ter assinado a curadoria do “Módulo do Barroco”, na Mostra do Redescobrimento (2000), no Parque Ibirapuera em São Paulo.

A elaboração de Aleijadinho e sua oficina: Catálogo das esculturas devocionais (Ed. Capivara, 2002), escrito em conjunto com os pesquisadores do IPHAN, Olinto Rodrigues dos Santos e Antônio Batista dos Santos, com 128 obras de Aleijadinho analisadas pelos autores foi outra contribuição da pesquisadora que nos relata que o catálogo sofreu censura na época, por meio de interdição judicial obtida por colecionadores descontentes com a não inclusão de suas obras no catálogo

“Acredito que colocou um freio na proliferação de falsos, seu mérito principal a meu ver, juntamente com a sedimentação do conceito de “oficina” para as obras dos auxiliares”, comenta Myriam. O catálogo foi liberado pela justiça, seis meses depois, no ano de 2003, recebendo uma nova edição em 2008, referência básica sobre o assunto.

Quer ficar por dentro das principais notícias da Região dos Inconfidentes e de Minas Gerais? Então, siga o Jornal Geraes nas redes sociais. Estamos no Facebook, no Instagram e no YouTube. Acompanhe!

Notícias relacionadas

Leave a Comment