O Centro Histórico de Mariana, marco do período colonial mineiro e referência da arquitetura barroca no país, pode receber o título de Patrimônio Mundial da Humanidade concedido pela Unesco. O processo, anunciado pelo prefeito Juliano Duarte (PSB), representa um novo passo para ampliar a proteção internacional de um dos conjuntos urbanos mais antigos e preservados do Brasil.
Embora já seja reconhecido nacionalmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1945, o município busca agora inserir seu centro histórico na lista indicativa brasileira, etapa inicial para futuros pedidos de chancela mundial. Segundo o prefeito, o avanço depende da conclusão de uma série de obras de restauração em andamento, viabilizadas por meio de parceria entre a administração municipal, a Arquidiocese de Mariana e recursos do Novo PAC.
Entre as intervenções consideradas decisivas estão os trabalhos nas igrejas da Confraria, das Mercês e de Santana, que integram o conjunto religioso do século XVIII. Outras restaurações também reforçam o dossiê marianense: a Igreja de Nossa Senhora da Glória, em Barro Branco; as imagens devocionais e sinos da Catedral da Sé; a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Camargos; além das matrizes de Bom Jesus do Monte, em Furquim, e de São Caetano, em Monsenhor Horta, entre outros patrimônios.
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Mariana, fundada no Ciclo do Ouro e hoje parte de rotas turísticas como a Estrada Real e a Trilha dos Inconfidentes, mantém preservado um acervo expressivo de igrejas, casarões, chafarizes e Passos da Paixão. O conjunto arquitetônico e paisagístico, marcado pela influência portuguesa, é cenário de importantes manifestações religiosas e culturais que ajudam a consolidar sua relevância histórica.
A candidatura à Unesco segue critérios internacionais rigorosos, que envolvem análise técnica, elaboração de um dossiê detalhado e avaliação do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos). O envio formal da proposta deve ser feito pelo Iphan, órgão responsável por representar o Brasil junto à Unesco em processos de reconhecimento patrimonial.
Com a restauração do conjunto arquitetônico avançando, a administração municipal vê o momento como oportuno para buscar a chancela internacional, reconhecimento que também foi concedido à cidade histórica de Diamantina, tomada como referência no anúncio oficial.
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Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e O Mundo dos Inconfidentes.
