Na última terça-feira (9), alunos da Escola Dom Oscar de Oliveira, no bairro Cabanas em Mariana, participaram da entrega simbólica da revista A Vida Não é Um Jogo, produzida pelo projeto “Quebrando o Silêncio”, que neste ano tem como tema os riscos da violência digital. A iniciativa é promovida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia e, em Mariana, conta com o apoio da Secretaria de Educação. Ao todo, mais de 5 mil exemplares estão sendo distribuídos para estudantes de 25 escolas da rede municipal de ensino.
O pastor Alexsander Couto destacou que o projeto acontece há mais de 20 anos em diversos países da América do Sul, sempre abordando temas ligados à prevenção da violência. Em Mariana, a ação teve início ainda em agosto, quando voluntários distribuíram panfletos no centro da cidade. Agora, a distribuição das revistas amplia o alcance do material. “No dia 9 de setembro iniciamos a entrega de mais de 5 mil revistas para crianças e adolescentes de 25 escolas da rede municipal, todas abordando os perigos do mundo digital”, explicou.
O conteúdo das revistas busca orientar estudantes sobre segurança na internet e no uso de dispositivos digitais. Entre os conselhos estão não compartilhar informações pessoais, não conversar com desconhecidos em jogos online, usar senhas fortes e denunciar situações de violência digital. Há também orientações voltadas aos pais, como acompanhar o tempo de tela dos filhos e monitorar os conteúdos acessados.
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Em sua fala, o pastor chamou atenção para os impactos negativos da falta de responsabilidade no uso da internet. “O mais preocupante é que a violência não está só nas ruas, ela acontece também no ambiente digital, onde nossas crianças estão cada vez mais presentes”, afirmou.
O prefeito de Mariana, Juliano Duarte (PSB), acompanhou a entrega simbólica e reforçou a importância do material nas escolas. “Esse livro vai ser distribuído para todas as escolas do município. É importante porque muitos de vocês já viram matérias na internet que envolvem crianças e adolescentes em fatos graves. A internet tem pontos positivos, mas também pontos negativos, pessoas que se disfarçam para cometer crimes”, declarou.
As revistas foram direcionadas a estudantes do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. A proposta é que os exemplares sejam utilizados em atividades em sala de aula, como material de apoio para debates sobre segurança digital, prevenção a golpes, respeito nas redes sociais e os impactos da exposição a conteúdos inadequados.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
