Patrimônio sacro de Mariana será restaurado com investimento de R$ 125 milhões

Patrimônio sacro de Mariana será restaurado com investimento de R$ 125 milhões

Um acordo vai destinar R$ 125 milhões para obras de reparação e conservação do patrimônio religioso e cultural atingido pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015. O termo, firmado entre a Arquidiocese de Mariana, a Samarco, a Vale, a BHP Billiton Brasil e os Ministérios Públicos Estadual e Federal, foi assinado no dia 2 de setembro e é considerado um dos mais relevantes no processo de reparação do desastre.

O compromisso prevê a recuperação de igrejas, capelas e casas paroquiais em distritos como Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira, além da Igreja Matriz de São José, em Barra Longa. Entre os bens contemplados estão a Capela de São Bento, a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Capela de Santo Antônio, além de edificações paroquiais nos reassentamentos das comunidades atingidas.

Além da restauração estrutural, o acordo inclui a requalificação dos entornos e a reutilização de elementos arquitetônicos originais que foram preservados. Também será estruturada a gestão da reserva técnica que guarda peças sacras resgatadas após o rompimento da barragem, garantindo que o acervo seja protegido e preservado para futuras gerações.

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Segundo os Ministérios Públicos de Minas Gerais e Federal, responsáveis pela mediação do termo, a medida assegura tanto a reparação dos danos materiais e morais sofridos pelas comunidades quanto a proteção de sua memória cultural e religiosa. Para os órgãos, a iniciativa representa um marco na luta por justiça e na preservação da identidade histórica das localidades atingidas.

A Arquidiocese de Mariana terá 120 dias para apresentar os planos detalhados de execução das obras, que devem contemplar prazos, etapas e metodologia. As intervenções emergenciais precisam começar em até seis meses após a entrega dos projetos, enquanto as de caráter não emergencial têm prazo máximo de 12 meses.

O cumprimento do acordo será monitorado pelo MPMG e pelo MPF, que exigirão relatórios semestrais para garantir transparência no uso dos recursos. A fiscalização rigorosa busca assegurar que o montante destinado seja aplicado de forma efetiva na preservação do patrimônio sacro e cultural da região, considerado símbolo da fé e da resistência das comunidades atingidas pelo desastre.

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