Polícia desmente fake news sobre tiroteio na Bauxita, em Ouro Preto

Polícia desmente fake news sobre tiroteio na Bauxita, em Ouro Preto

Um vídeo muito compartilhado nas redes sociais de moradores de Ouro Preto registrava um suposto tiroteio no bairro Bauxita. Na tarde desta terça-feira (1º), no entanto, a Polícia Civil veio a público para desmentir a suspeita de trocas de tiros. Além disso, revelou que os agentes não utilizaram armamento de confronto na operação. As informações são do jornal Voz Ativa, que divulgou em primeira mão.

Nas imagens, um homem corre de um policial, que dispara o que parece ser uma arma de alto calibre. O vídeo que viralizou tem o seguinte texto “tiroteio em Ouro Preto” e logo após, uma mensagem que atribui a atual administração municipal a responsabilidade por essa suposta demonstração de violência: “A Prefeitura fez uma casa de noiado, com comida e roupa lavada, para esses malandros virem pra cá”. O ex-prefeito de Ouro Preto Júlio Pimenta compartilhou as imagens.

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Contudo, a matéria destaca que na realidade, o que se deu ali foi uma ação para dispersar um homem possivelmente em surto. Ele estava perturbando os moradores do bairro, com murros e chutes nos portões da casa. Os agentes da lei, que já o conhecem, decidiram agir.

Para isso, utilizaram uma arma antimotim, que possui cartuchos com bagos plásticos, sem possibilidade de causar lesões graves. O policial então desferiu alguns disparos para afugentar o homem.

O rapaz então decidiu empreender fuga por uma mata nas redondezas.

Veja a nota da Polícia Civil na íntegra:

“A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que, na tarde de hoje (1/4), em Ouro Preto, um homem, de 32 anos, foi conduzido e ouvido, por meio da Central Estadual do Plantão Digital, como suspeito de danificar intencionalmente veículos particulares.

Após análise técnico-jurídica realizada pelo delegado de polícia responsável pelo procedimento, o homem foi liberado, tendo em vista que apresentava fortes sinais de inimputabilidade, ou seja, de não compreender o caráter ilícito de suas ações.

Ocorre que, logo depois da liberação, o suspeito retornou à mesma atividade delituosa, isto é, a tentar danificar veículos estacionados na via pública.

Assim sendo, após diversas tentativas de dissuadir o suspeito, atento ao uso proporcional e progressivo da força, um dos policiais civis envolvidos na ocorrência efetuou disparos com munição não letal, popularmente conhecida como “antimotim”, protocolarmente indicada para casos dessa natureza, justamente por não colocar em risco a vida do agressor e de terceiros.

A PCMG esclarece que ação policial alcançou seu objetivo, vez que foram preservados e assegurados os direitos à vida, à integridade física e ao patrimônio de todas as partes envolvidas”

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