Uma passeata foi realizada no último sábado (20) em Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, em homenagem a Dionata Maurício dos Reis Gonçalves, de 29 anos, assassinado no dia 13 de novembro. O ato reuniu familiares, amigos e moradores da comunidade, que pediram justiça e a elucidação do crime, ocorrido há cerca de um mês.
Com balões brancos, cartazes com a frase “Justiça por Dionata” e camisas estampadas com a foto do jovem, os participantes percorreram ruas do centro do distrito. A concentração teve início na Igreja Nossa Senhora das Mercês, de onde a passeata saiu por volta das 15h40, seguindo por diferentes pontos de Antônio Pereira.
Dionata Maurício dos Reis Gonçalves foi morto a tiros na manhã de quinta-feira, 13 de novembro de 2025, por volta das 6h30, enquanto seguia para o trabalho. O corpo foi encontrado às margens da rodovia MG-129, que corta o distrito. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil, que realizou a perícia no local.
De acordo com informações apuradas junto a moradores, o homicídio estaria relacionado a uma rixa antiga entre jovens da comunidade, marcada por ameaças e episódios de violência registrados ao longo dos últimos dois anos. Relatos indicam que o clima de tensão se intensificou nas semanas que antecederam o crime, com registros de disparos de arma de fogo em pelo menos duas ocasiões.
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Moradores afirmam que os desentendimentos teriam origem em questões pessoais, relacionadas a um conflito ocorrido no passado, supostamente em um bar, embora o motivo exato do assassinato ainda não tenha sido confirmado oficialmente pelas autoridades. Na manhã do crime, a vítima teria sido surpreendida por dois indivíduos armados, que efetuaram os disparos e fugiram em seguida. Dionata morreu ainda no local.
A Polícia Militar havia reforçado o patrulhamento em Antônio Pereira nas semanas anteriores ao assassinato, em razão dos conflitos registrados no distrito. Apesar da intensificação do policiamento, episódios de violência continuaram a ocorrer, aumentando a sensação de insegurança entre os moradores.
Além do homicídio, moradores mencionam outros episódios recentes de violência, como o registro de um incêndio em uma residência após agressões, relacionado a outro caso, o que contribuiu para o clima de medo na comunidade.
A Polícia Civil esteve no local do crime e segue responsável pela investigação. Até o momento, ninguém foi preso e os nomes de suspeitos não foram divulgados. A passeata realizada no sábado teve como objetivo manter o caso em evidência e cobrar avanços nas investigações.
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