A distribuição de um chamado “kit república”, contendo medicamentos e suplementos, motivou uma nota de repúdio da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). O posicionamento foi divulgado após a circulação de kits oferecidos por uma farmácia de manipulação do município, contendo tadalafila em duas dosagens, cápsulas para ressaca e produtos associados ao estímulo da libido.
Na nota, a Escola de Farmácia da UFOP manifestou “seu mais profundo repúdio à recente distribuição de ‘kits’ destinados às repúblicas estudantis”, destacando que a prática configura incitação ao Uso Irracional de Medicamentos.
Segundo a instituição, a ação coloca em risco especialmente estudantes da comunidade acadêmica. “Medicamentos não são brindes, nem itens de pura conveniência”, afirma o texto, ao ressaltar que essas substâncias podem provocar efeitos adversos e interações perigosas no organismo.
A nota também destaca que a formação ofertada pela Escola é baseada em princípios éticos e científicos, voltados à segurança do paciente e ao uso racional de medicamentos.
O documento enfatiza que a tadalafila é um fármaco indicado para o tratamento da disfunção erétil e que seu uso exige avaliação médica prévia. A Escola alerta que o consumo sem prescrição ou orientação profissional, especialmente associado ao álcool, pode provocar reações adversas importantes.
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De acordo com a nota, “o uso recreativo ou sem devida indicação pode causar alterações cardiovasculares graves, como arritmias e redução exacerbada da pressão arterial”.
A instituição também aponta preocupação com substâncias divulgadas como “flaconetes de libido feminina” e “kit ressaca”, que, segundo o posicionamento, promovem uma falsa sensação de segurança e incentivam a automedicação.
A Escola de Farmácia afirma que a distribuição indiscriminada de medicamentos fora do ambiente adequado e sem a dispensação por profissional farmacêutico configura prática irregular.
“O fornecimento fora de um ambiente de saúde desvaloriza a ciência farmacêutica, coloca em xeque a segurança da comunidade acadêmica e a confiança no profissional que historicamente cuida da saúde da população”, registra a nota.
O texto também reforça que a dispensação de medicamentos é um ato profissional, devendo ocorrer exclusivamente em estabelecimentos licenciados e sob supervisão direta de farmacêutico responsável.
Na nota, a Escola de Farmácia da UFOP menciona legislações e normativas sanitárias que regulam a prática farmacêutica, como a RDC nº 44/2009 da Anvisa, que trata das Boas Práticas Farmacêuticas, e a RDC nº 96/2008, que veda a oferta de brindes ou vantagens que induzam ao consumo de medicamentos.
Também é citado o Código de Ética Farmacêutica, que proíbe a utilização do nome ou responsabilidade técnica de profissionais em estabelecimentos onde não exerçam função efetiva.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.

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