ALMG aprova em 1º turno projeto que destina “Terras da Febem” para moradia popular em Ouro Preto

ALMG aprova em 1º turno projeto que destina "Terras da Febem" para moradia popular em Ouro Preto

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta quarta-feira (25), em primeiro turno, o Projeto de Lei nº 2.147/2024, de autoria do deputado estadual Leleco Pimentel (PT). A proposta autoriza o Estado a doar ao município de Ouro Preto uma área de 196.555,25 m² — equivalente a cerca de 20 campos de futebol — para a implantação de moradia popular.

O texto aprovado em plenário, na forma do Substitutivo 1, segue agora para análise da Comissão de Administração Pública antes de retornar ao plenário para votação em segundo turno.

A área, onde funcionou a antiga Febem, fica próxima ao bairro Maria Soares, na entrada da cidade, e é considerada estratégica para a política habitacional do município. A Prefeitura já prevê a implantação de infraestrutura no local, com potencial para construção de até 400 unidades habitacionais.

Durante a votação, o deputado Leleco Pimentel destacou o caráter social da proposta e a importância da destinação do espaço para famílias que enfrentam dificuldades de acesso à moradia.

“Esse projeto faz uma justiça social e territorial, destinando as terras da antiga Febem para que o município possa atender quem mais precisa, como famílias que pagam aluguel ou vivem em ocupações. É um passo importante para garantir dignidade e planejamento urbano para Ouro Preto”, afirmou.

O parlamentar também mencionou que a área já abriga estruturas como o Jardim Botânico, um presídio e unidades da Polícia Militar, mas que grande parte do terreno pode ser destinada à habitação de interesse social.

A proposta tramita na ALMG desde abril de 2024 e passou por diferentes etapas nas comissões até chegar à votação em plenário. Ao longo do processo, chegou a ser retirada de pauta para adequações regimentais e posteriormente recebeu parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça e de Administração Pública.

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A aprovação ocorre cerca de um mês após outro avanço na política habitacional do município. Em fevereiro, a Prefeitura de Ouro Preto firmou acordo com o Ministério Público de Minas Gerais e a empresa Novelis, garantindo ao município cerca de 240 mil metros quadrados de área — mais de 37% do total envolvido na disputa judicial conhecida como “Terras da Novelis”.

Somadas, as áreas da antiga Febem e da Novelis podem disponibilizar aproximadamente 50 hectares para projetos habitacionais no município, ampliando a capacidade de atendimento a famílias que aguardam por moradia.

A destinação da área tem sido uma das principais pautas de movimentos sociais, como a Ocupação Chico Rei, e também do vereador Wanderley Kuruzu (PT), que acompanhou a tramitação do projeto junto ao deputado.

Caso seja aprovado em segundo turno e sancionado, o projeto permitirá que o município avance na regularização fundiária e na implementação de políticas públicas voltadas à habitação, com foco em famílias de baixa renda.

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