O rapper Djonga foi homenageado nesta segunda-feira (11) pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais durante reunião especial realizada no Plenário Juscelino Kubitschek, em Belo Horizonte. A cerimônia foi proposta pela deputada estadual Ana Paula Siqueira e reconheceu a trajetória artística do músico mineiro, marcada pela valorização da cultura periférica e negra, além de debates sobre racismo e desigualdade social.
Durante o discurso na Assembleia, Djonga relembrou sua passagem pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e citou o curso de História que iniciou no Instituto de Ciências Humanas . Sociais (ICHS/UFOP): “Saí de casa para fazer um curso de História na UFOP, e eu não sabia que o último período eu ia continuar fazendo pra sempre”, afirmou o artista.
A homenagem destacou a contribuição do rapper para a música brasileira e para a cultura negra periférica. Durante a cerimônia, Djonga recebeu uma placa em reconhecimento à atuação artística e ao compromisso social presente em suas obras.
No pronunciamento, o rapper também falou sobre família, ancestralidade, espiritualidade e a importância do hip hop em sua trajetória pessoal. Segundo ele, o movimento cultural teve papel fundamental na formação artística e emocional dele, além de funcionar como ferramenta de resistência e denúncia social.
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Djonga relembrou experiências vividas nas periferias de Belo Horizonte, batalhas de rima, saraus e encontros culturais ligados ao hip hop. O artista afirmou ainda que o movimento ajudou no enfrentamento da síndrome do pânico e na construção da própria identidade.
Durante a fala, o rapper também criticou a violência policial, o racismo estrutural, a fome e o abandono social enfrentado por populações periféricas: “Eu agradeço, recebo com muito carinho essa homenagem aqui, mas a maior homenagem de todas é cuidar de quem precisa”.
Nascido em Belo Horizonte, Gustavo Pereira Marques, conhecido artisticamente como Djonga, se tornou um dos principais nomes do rap nacional nos últimos anos. O artista ganhou projeção nacional após o lançamento do álbum “Heresia”, em 2017, consolidando uma carreira marcada por letras com forte crítica social e valorização das vivências periféricas.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
