Casa da Ópera de Ouro Preto é oficialmente reconhecida como Patrimônio Nacional

A Casa da Ópera de Ouro Preto, também conhecida como Teatro Municipal de Ouro Preto, agora é oficialmente Patrimônio Nacional. O Ministério da Cultura publicou, na última quarta-feira (19), a Portaria MinC nº 310, de 19 de agosto de 2026, que homologa o tombamento federal da antiga Casa da Ópera de Vila Rica.

Com a publicação, o teatro passa a integrar os Livros do Tombo Histórico e de Belas Artes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O processo de tombamento individual do imóvel tramitava no órgão desde 1963.

A decisão foi tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, responsável pelas deliberações sobre o patrimônio cultural brasileiro. O tombamento reconhece a importância histórica, arquitetônica e cultural da Casa da Ópera, que permanece em funcionamento como espaço de apresentações artísticas.

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A discussão sobre o tombamento federal da Casa da Ópera se estendeu por mais de seis décadas. Entre os pontos analisados pelo Iphan estava a relação entre a proteção individual do teatro e o fato de ele já estar inserido na área de proteção do município de Ouro Preto.

Após a análise do parecer apresentado pela relatora do processo, a conselheira Beatriz Bueno, o Conselho Consultivo optou pelo tombamento individual do imóvel. A medida estabelece uma proteção federal específica para um dos principais exemplares da arquitetura teatral do período colonial brasileiro.

Além do reconhecimento patrimonial, a Casa da Ópera permanece como equipamento cultural em atividade, recebendo apresentações ao longo do ano.

A Casa da Ópera 

A Casa da Ópera foi construída em 1769 por João de Souza Lisboa e inaugurada em 6 de junho de 1770, durante as comemorações do aniversário do rei Dom José I.

O edifício possui fachada marcada por paredes espessas de pedra e frontão triangular com elementos simbólicos esculpidos. No interior, a estrutura é distribuída em três pisos, com plateia, camarotes, frisas e galerias, totalizando cerca de 300 lugares.

O piso de entrada dá acesso aos camarotes e às escadas helicoidais de madeira que levam à galeria superior. No primeiro piso ficam a plateia e as frisas, enquanto o porão abriga camarins e uma sala de recepção destinada a artistas e técnicos.

Ao longo dos séculos, o espaço recebeu intervenções, incluindo estruturas de ferro, pinturas identificadas durante restaurações e adaptações. Segundo a documentação do processo, essas alterações não representam modificações significativas na configuração original do imóvel.

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