MPMG investiga surgimento de trincas em mina da Vale

MPMG investiga surgimento de trincas em mina da Vale

O aparecimento de fendas em uma encosta da Mina Mar Azul, localizada no distrito de Macacos, em Nova Lima, entrou na mira do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão confirmou a abertura de um procedimento, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da cidade, para investigar as condições geológicas e estruturais da área operada pela mineradora Vale.

A apuração do Ministério Público ocorre a partir de um ofício protocolado pela equipe da deputada federal Duda Salabert nos órgãos de fiscalização. O documento denuncia a existência de trincas expressivas nos taludes próximos ao local onde ficava a antiga barragem B3/B4, apontando possíveis falhas em uma bacia de contenção temporária. O texto alerta ainda que obras emergenciais na mina teriam fracassado, o que forçaria a construção de um muro de pedras e estenderia as intervenções no terreno até o final de 2027.

Vale nega riscos e descarta construção de muro

A Vale rechaçou as acusações de risco e negou qualquer cenário de emergência na região. A empresa argumenta que a barragem B3/B4 foi completamente descaracterizada e removida em 2024, garantindo que as intervenções atuais não têm relação com estruturas de barramento ou pilhas de rejeitos.

A mineradora classifica a situação registrada nas imagens como uma movimentação pontual e isolada em terreno natural, que já estava previamente mapeada pelas equipes técnicas. Segundo a companhia, as obras em andamento são apenas preventivas, com o objetivo de reforçar a segurança e a drenagem do solo antes do início do período chuvoso.

A empresa também foi categórica ao afirmar que não há impacto ou risco para as comunidades da região e negou a existência de qualquer projeto para erguer um “muro de pedra” no local.

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Comunicado da Vale na íntegra

A Vale informa que a barragem B3/B4, em Macacos, foi descaracterizada em 2024, completamente removida, e não existem mais os riscos associados à antiga estrutura. As intervenções atualmente realizadas na área não estão relacionadas a barragens nem à construção de pilhas de rejeitos. As imagens divulgadas pela imprensa mostram uma movimentação pontual e localizada do talude em terreno natural, situação identificada previamente e para a qual já estão em curso obras.

As obras em andamento têm caráter preventivo e buscam reforçar as condições de segurança e drenagem da área antes do próximo período chuvoso. Não houve e nem haverá qualquer impacto para as comunidades da região em decorrência das condições observadas ou das obras realizadas no local. A área permanece monitorada e as intervenções são realizadas de forma planejada, seguindo os protocolos de segurança e controles da empresa.

Esclarecemos, ainda, que não existe qualquer projeto para construção de um “muro de pedra” no local.

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