O Ministério Público de São Paulo (MPSP) cobra explicações da Live Nation e da Ticketmaster sobre a estrutura dos shows do BTS na capital paulista. A redução de 12 para quatro telões na etapa sul-americana da turnê motivou reclamações de fãs. O órgão também apura uma divergência entre o mapa usado na venda dos ingressos e uma planta publicada no Diário Oficial do Município.
As apresentações da turnê mundial BTS World Tour ARIRANG estão previstas para os dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026, no estádio do MorumBIS, em São Paulo. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os três shows estão com ingressos esgotados.
De acordo com reportagem do BNews São Paulo, publicada na quarta-feira (21), a Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital instaurou um Procedimento Preparatório de Inquérito Civil (PPIC) para apurar as reclamações relacionadas aos telões. A reportagem informou que o Ministério Público solicitou esclarecimentos à Live Nation e à Ticketmaster, com prazo de 48 horas para resposta, e que mais de 140 manifestações de consumidores haviam sido registradas sobre o assunto.
A mudança na estrutura visual do palco 360 graus da turnê é um dos motivos de insatisfação do público. Segundo reportagem do POPline, as montagens utilizadas em etapas anteriores, na Coreia do Sul, nos Estados Unidos, no México e na Europa, contavam com 12 telões de LED. Para a etapa sul-americana, a quantidade foi reduzida para quatro.
A mudança provocou manifestações nas redes sociais. Entre as preocupações relatadas pelos fãs está a possibilidade de prejuízo à visibilidade para quem ficará em setores mais distantes do palco, como arquibancadas e cadeiras superiores.
Em comentários publicados no Instagram, usuários cobraram a manutenção da estrutura anterior. Entre as mensagens reproduzidas no material está: “QUEREMOS OS 12 TELÕES NO SHOW!!!!”.
As reclamações também envolvem os valores pagos pelos ingressos e a importância da estrutura visual para a experiência do público em um estádio de grande porte.
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A insatisfação também foi registrada no Reclame Aqui. Em 20 de outubro, um consumidor de Belo Horizonte publicou uma reclamação contra a Live Nation Brasil Entretenimento Ltda., com o título “Redução de telões nos shows do BTS em SP e falta de informação”.
No registro, o consumidor pede esclarecimentos sobre a quantidade de telas prevista para as apresentações e questiona se a mudança representa uma alteração nas condições consideradas no momento da compra dos ingressos.
A reclamação também solicita que seja avaliado se houve informação clara e prévia sobre a mudança e se as condições divulgadas foram respeitadas. O autor pede ainda que o Procon analise a situação e que a empresa apresente uma solução caso seja constatado descumprimento da oferta.
Etapas anteriores da turnê, realizadas na Coreia do Sul, nos Estados Unidos, no México e na Europa, contaram com 12 telões de LED. Para os shows sul-americanos, a estrutura prevê quatro. Entre as preocupações dos fãs está a visibilidade para quem ficará nos setores mais distantes do palco.
Ministério Público também questiona mapa
O MPSP também apura uma divergência entre o mapa apresentado na venda dos ingressos e uma planta publicada no Diário Oficial do Município. O documento incluía duas áreas próximas ao palco, chamadas “PIT 1” e “PIT 2”, que não apareciam no material divulgado aos compradores.
A Prefeitura de São Paulo, a Live Nation e a Ticketmaster foram notificadas para esclarecer a diferença. A Prefeitura confirmou o recebimento da notificação e informou que enviaria as explicações dentro do prazo, conforme informações atribuídas ao POPline.
O Ministério Público também recomendou que as empresas mantenham as condições anunciadas na venda dos ingressos e divulguem o mapa definitivo dos setores. Caso não seja possível cumprir integralmente a oferta por motivos justificados, a recomendação prevê comunicação prévia e ressarcimento integral, com atualização monetária, aos consumidores que não aceitarem a mudança.
Até as informações fornecidas sobre o caso, não havia conclusão definitiva de que as empresas tivessem descumprido a oferta.
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