Mais de uma década após o desastre de Fundão, Mariana volta a se mobilizar para lembrar as vítimas e cobrar respostas. Nesta quinta-feira (5), quando o rompimento da barragem completa 11 anos, comunidades atingidas realizam atos públicos e atividades que colocam em pauta a memória da tragédia e os desafios ainda enfrentados pelos moradores.
O rompimento ocorreu em 5 de novembro de 2015. Mais de uma década depois, moradores atingidos afirmam que ainda convivem com impactos na saúde, no meio ambiente e nos modos de vida. Entre as reivindicações estão maior participação das comunidades nas decisões sobre a reparação e a manutenção da assessoria técnica independente.
A programação começou nesta terça-feira (3), com a exposição fotográfica Entre Minas, de Wilson da Costa, em Ouro Preto. Nesta quarta-feira (4), haverá distribuição de mudas na MG-262.
A Comissão de Atingidos e Atingidas pela Barragem de Fundão organiza o primeiro compromisso do dia 05, às 10h. Às 16h, o jornal A Sirene promove o ato Toque da Sirene, na Praça Gomes Freire. Dez minutos depois, está prevista a reabertura do Bar da Sandra, em Bento Rodrigues.
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No sábado (7), será aberta a exposição Paracatu não esquece: da memória à luta, no reassentamento de Paracatu de Baixo.
No dia 14, às 9h, o Clube Marianense recebe um encontro em referência aos dez anos da Assessoria Técnica Independente da Cáritas em Mariana.
A agenda inclui ainda debates sobre mineração e cobertura jornalística, exibição de filme, apresentações culturais e lançamentos de livros até 26 de novembro.
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Mateus Del’Amore é estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com interesse em jornalismo político e cultural, especialmente na cobertura de cinema e do audiovisual.
