Inadimplência de aluguel registra aumento em Minas Gerais

De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, a inadimplência de aluguel em Minas Gerais registrou aumento em 2025, saindo de 3,06%, em 2024, para 3,28%, com variação de 0,22 ponto percentual. Apesar da alta, o índice no estado ficou abaixo da média nacional, que foi de 3,50% no período, mas acima da média regional, de 3,24%.

Na região Sudeste, os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel, com 4,54%, aumento de 0,44 ponto percentual em 2025 ante os 4,10% de 2024. Em seguida, aparecem as casas, com 3,68% – leve crescimento de 0,07 ponto percentual frente aos 3,61% do ano anterior – e apartamentos, que mantiveram estabilidade entre os anos e tiveram 2,27% e 2,26% em 2024 e 2025, respectivamente.

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Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “Minas Gerais demonstra resiliência ao manter a inadimplência abaixo da média nacional e se mostra alinhada ao restante dos estados da região Sudeste. Em 2026, será fundamental monitorar as projeções para inflação e juros, pois qualquer elevação pode agravar a situação e aumentar o endividamento familiar nos próximos meses.”

“Outros fatores externos também podem impactar o orçamento das famílias – entre eles, as bets, que provocaram perdas econômicas de R$ 38,8 mi no último ano segundo o Banco Central – e devem ser considerados para manter as contas no azul”, complementa.

No primeiro semestre, as regiões Norte e Nordeste alternaram entre as maiores taxas do ano – com o Norte liberando em janeiro, fevereiro, março e maio. Já no segundo semestre, o Nordeste registrou, em todos os meses, as maiores taxas do Brasil, com pico em outubro (6,84%).

Na comparação anual, a região Nordeste manteve o índice mais alto do país, com 5,15%, mas com uma queda de 0,68 ponto percentual em relação a 2024 (5,83%). O Norte fechou o ano com inadimplência de 4,88%, recuo de 0,70 ponto percentual também em comparação com o ano anterior.

O Centro-Oeste teve o terceiro posto do pódio de 2025, com 3,59% (aumento de 0,42 ponto percentual ante 2024), com Sudeste (3,24% ante 3,12%) e Sul (2,89% ante 2,75%) na conclusão do ranking.

E o âmbito nacional, o levantamento mostra ainda que os imóveis comerciais registraram taxas de inadimplência mais altas do que os residenciais (apartamentos e casas). Apartamentos, casas e prédios comerciais registraram médias de 2,36%, 3,79% e 4,84% em 2025, respectivamente. Enquanto casas e comércios tiveram crescimentos respectivos de 0,01 e 0,40 pontos percentuais, os apartamentos tiveram queda de 0,08 ponto percentual.

Além de registrar o maior aumento ano contra ano, os imóveis comerciais lideraram a inadimplência durante 2025, com taxas entre 4,12% e 5,55% – pico marcado em setembro. “Esse tipo de imóvel pode ser mais afetado considerando a instabilidade econômica e os desafios enfrentados por empresas, refletindo muitas vezes as dificuldades financeiras de empreendedores brasileiros”, analisa o especialista.

O ano também ficou marcado pela maior taxa de juros em quase duas décadas (15% da Selic) e a perda da força da atividade econômica no Brasil após três anos consecutivos de crescimento – a expectativa de aumento é de 2,6% para 2025 contra 3,4% em 2024.

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