Um duplo homicídio registrado na tarde desta terça-feira (3) chocou moradores de Mariana, na região Central de Minas Gerais. Uma mulher jovem e a filha dela, de apenas 2 anos, foram assassinadas dentro de uma residência. O principal suspeito é o companheiro da mulher e pai da criança, que foi preso em flagrante.
De acordo com a Polícia Militar, o crime aconteceu durante a tarde, após vizinhos ouvirem gritos vindos do imóvel e acionarem a corporação. As vítimas foram encontradas já sem vida, com ferimentos provocados por golpes de facão. Os óbitos foram confirmados ainda no local.
As informações iniciais indicam que o crime ocorreu em um imóvel localizado entre os bairros Cabanas e Santa Clara. Há também divergência quanto à idade da mulher, apontada entre 23 e 25 anos. A identidade da vítima foi divulgada informalmente como Larissa Oliveira, mas os dados oficiais ainda aguardam confirmação pelas autoridades.
O suspeito, um homem de aproximadamente 24 anos, foi localizado e preso pouco tempo depois, ainda na região. Diante da comoção de moradores, ele foi retirado rapidamente do local e encaminhado para os procedimentos legais, permanecendo à disposição da Justiça. Informações preliminares apontam que o crime pode ter sido motivado por ciúmes e pela suspeita de traição, hipótese que ainda será apurada.
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A perícia técnica foi acionada ainda durante o atendimento da ocorrência pela Polícia Militar, ficando responsável pelos levantamentos no local antes da remoção dos corpos. Segundo o delegado titular da Comarca de Mariana, Dr. Marcelo Bangoim, após a identificação das vítimas e do autor, foram feitas consultas aos sistemas policiais, sem que houvesse registro anterior de ocorrências de violência doméstica envolvendo o casal no município.
O flagrante foi apresentado de forma remota à Central de Flagrantes e, posteriormente, transferido para a Delegacia de Polícia Civil de Mariana. O caso foi enquadrado como feminicídio, com a inclusão da qualificadora referente à vítima menor de 14 anos.
Com o encerramento dos procedimentos iniciais, a Polícia Civil deu início à fase de investigação, que irá apurar a dinâmica e a motivação do crime. O inquérito policial tem prazo legal de até 30 dias para ser concluído.
Em nota oficial, a Prefeitura de Mariana manifestou profundo pesar pelas mortes e classificou o episódio como um crime brutal, que gerou indignação em toda a cidade. O Executivo municipal destacou a atuação rápida das forças de segurança e se solidarizou com familiares e amigos das vítimas.
O caso gerou grande comoção entre moradores e forte repercussão nas redes sociais, com manifestações de luto, pedidos de justiça e cobranças por punição rigorosa ao responsável.
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Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e O Mundo dos Inconfidentes.
