Com patrocínio da Vale, o Parque Natural Municipal das Andorinhas, em Ouro Preto, recebeu aproximadamente 2 mil pessoas nos dias 26 e 27 de setembro durante a 6ª etapa do Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – Andorinha Cultural. A programação gratuita promoveu um fim de semana de música brasileira, canto coral, esporte, convivência e contato com a natureza.
A edição também reforçou o caráter regional do projeto. Além de reunir público de Ouro Preto, Itabirito, Mariana, Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ouro Branco e Santa Luzia, o evento recebeu visitantes do Rio de Janeiro, São Gonçalo, Duque de Caxias e São Paulo, além de visitantes dos Estados Unidos.
Um dos destaques foi a integração entre Ouro Preto, Mariana e Itabirito, especialmente por meio do programa Canto das Andorinhas, que reuniu crianças, adultos e idosos em um grande encontro de corais.
No sábado (26), a programação cultural recebeu o Maritaca Quarteto, formado por Fábio Pádua, André Pelisser, Pedro de Grammont e Henrique Nolasco. O grupo levou ao parque uma apresentação marcada pelo jazz brasileiro, improvisação e diálogo entre diferentes referências da música instrumental.
Na sequência, o Grupo de Choro Deitando o Cabelo convidou Eliz Barbosa para uma apresentação dedicada a uma das mais importantes expressões da música brasileira.
A programação cultural aconteceu simultaneamente ao Encerramento da Temporada de Montanhismo 2026, que ofereceu ao público atividades práticas de escalada esportiva, waterline, corrida em trilhas, trekking e highline.
Mais do que oferecer as modalidades, a iniciativa proporcionou aos participantes a oportunidade de aprender técnicas e experimentar as atividades na prática, ampliando o acesso aos esportes de montanha em um ambiente orientado.
No domingo (27), as vozes ocuparam o Parque das Andorinhas. O programa Canto das Andorinhas reuniu o Coral Vozes de Vila Rica, de Ouro Preto; Coral Recriavida, de Mariana; Descendo a Ladeira e Coral Polos Canarinhos, ambos de Itabirito.
A diversidade geracional foi um dos pontos marcantes do encontro. Crianças e adolescentes dividiram a programação com adultos e idosos, mostrando a capacidade do canto coral de aproximar diferentes gerações e promover intercâmbio cultural entre os municípios.
Para Flávia Paz, regente do Coral Vozes de Vila Rica, a experiência foi especialmente significativa para os integrantes mais jovens. “Eu gostaria de agradecer ao Andorinha Cultural e à Vale por essa oportunidade incrível de a gente estar aqui nesse dia. Foi muito importante para as crianças.”
Thays Simões, regente e preparadora vocal e cênica do Coral Polos Canarinhos, participou pela primeira vez do encontro e destacou a experiência proporcionada pelo projeto. “Para a gente é uma alegria imensa estar aqui. Nós somos de Itabirito e é a primeira vez que estamos nesse evento do Andorinha Cultural, que é um evento maravilhoso, num espaço incrível. A gente espera poder voltar mais vezes.”
Para Pedro Chávez, que está à frente da regência do Coral Recriavida, a participação também amplia as oportunidades de convivência cultural para as pessoas idosas. “Gostaria de agradecer muito pelo convite, pela oportunidade de trazer os nossos idosos aqui. Sendo o Recriavida um centro de convivência, é muito importante participar de momentos de cultura, de valorização da arte como esse. Para a gente é um prazer muito grande estar aqui novamente.”
O maestro Flávio Bastos, do Descendo a Ladeira, também ressaltou o intercâmbio proporcionado pela iniciativa. “Gostaríamos de agradecer imensamente ao Andorinha Cultural pela oportunidade de vir mostrar o nosso trabalho, apresentar a nossa seresta e, ao mesmo tempo, descontrair, divertir, viajar e nos encontrar com outros grupos.”
Presente em diferentes etapas do projeto, o ex-vice-prefeito e ex-vereador de Ouro Preto Flávio Andrade destacou uma característica que vem marcando o Andorinha Cultural: a capacidade de reunir moradores e turistas no mesmo espaço. “É um fenômeno que a gente vê aqui, porque é um evento que tem conseguido juntar tanto visitantes quanto pessoas de Ouro Preto. Isso é difícil. E hoje foi mais legal ainda porque reuniu um público regional. A gente viu aqui os Canarinhos de Itabirito e o pessoal do Recriavida de Mariana. Então você tinha Ouro Preto, Mariana e Itabirito. Parabéns ao Andorinha Cultural, tomara que continue.”
Andrade também destacou a oportunidade proporcionada aos artesãos e pequenos produtores que participam das atividades do projeto, contribuindo para que o impacto do evento ultrapasse a programação artística e alcance também a economia criativa.
Patrocínio da Vale amplia acesso à cultura e fortalece a economia local
A sexta etapa encerra um ciclo significativo para o Arte e Cultura no Parque das Andorinhas em 2026. Somadas as seis etapas realizadas ao longo do ano, mais de 9 mil pessoas participaram das atividades.
O projeto também representou uma injeção financeira de R$ 526.880,00 em Ouro Preto e mobilizou 818 postos de trabalho. Desse total, 94% dos trabalhadores residem na microrregião imediata de Ouro Preto e Mariana, contribuindo para que os investimentos realizados também gerem renda e oportunidades no próprio território.
De acordo com Gilson Martins, idealizador e coordenador do Andorinha Cultural, com o patrocínio master da Vale, o projeto vem possibilitando a realização de uma programação gratuita que reúne diferentes linguagens artísticas, esporte, educação ambiental, acessibilidade, economia criativa e valorização do patrimônio natural. “Ao ocupar o Parque Natural Municipal das Andorinhas com atividades abertas à população, a iniciativa também estimula uma relação de pertencimento e cuidado com um território de grande importância ambiental para Ouro Preto, onde se encontra a principal nascente do Rio das Velhas”, explica.
O projeto Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – Andorinha Cultural tem patrocínio master da Vale, gestão da Holofote Cultural, em coprodução com o Parque das Andorinhas e realização da Prefeitura de Ouro Preto, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Fundação Gorceix e Ministério da Cultura.
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