A Prefeitura de Mariana sediou, nesta segunda-feira (6), uma reunião institucional com prefeitos e representantes de cerca de 50 municípios da bacia do Rio Doce para discutir investimentos em saneamento básico. A pauta central foi a destinação de R$ 7,5 bilhões para projetos de abastecimento de água e tratamento de esgoto.
O encontro integra as ações de reparação relacionadas ao Rompimento da barragem de Fundão e reúne esforços de diferentes esferas, incluindo Governo de Minas Gerais, Governo Federal, instituições financeiras e entidades técnicas.
De acordo com o prefeito Juliano Duarte, o objetivo é garantir que os municípios avancem na universalização do saneamento básico até 2033, conforme previsto na legislação nacional. Segundo ele, a articulação busca assegurar tanto recursos quanto apoio técnico para viabilizar os projetos.
“O que estamos buscando é atender cerca de 200 municípios da bacia do Rio Doce, garantindo água tratada e esgoto tratado. Esse é um passo importante para melhorar a qualidade de vida e a saúde da população”, afirmou o prefeito.
Durante a reunião, foi destacado que os recursos já estão viabilizados dentro do acordo de reparação e serão destinados exclusivamente para obras de saneamento, incluindo sistemas de abastecimento de água e infraestrutura de esgotamento sanitário.
O subsecretário de Saneamento do Governo de Minas, Anderson Diniz, ressaltou a dimensão do investimento e a importância da cooperação entre os entes públicos. Segundo ele, o Estado disponibilizará suporte técnico aos municípios.
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“O valor é muito considerável e vai ajudar a resolver um problema histórico da bacia. O Governo de Minas está preparado para oferecer apoio técnico, tanto na parte operacional quanto na execução dos projetos”, disse.
A meta nacional estabelecida pelo marco legal do saneamento prevê que, até 2033, a maior parte da população tenha acesso à água potável e ao tratamento adequado de esgoto. No caso da bacia do Rio Doce, a expectativa é alcançar cerca de 90% de cobertura nos municípios atendidos.
A reunião também teve caráter simbólico ao reforçar o compromisso com a reparação dos danos causados pelo desastre de 2015, que deixou 19 vítimas e impactou dezenas de cidades ao longo da bacia.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
