Vacinação contra a covid-19 em Minas completa cinco anos

Vacinação contra a covid-19 em Minas completa cinco anos

A campanha de vacinação contra a covid-19 em Minas Gerais completou cinco anos neste domingo (18) tendo alcançado um marco histórico: mais de 53 milhões de doses aplicadas desde o início da imunização, em janeiro de 2021. A ação se consolidou como a maior operação de vacinação já realizada no estado e teve papel decisivo na redução de internações e mortes provocadas pela doença.

A primeira dose foi aplicada em 18 de janeiro de 2021, poucos dias após a chegada das vacinas ao Brasil, em um momento crítico da pandemia. Naquele período, Minas Gerais já registrava mais de 539 mil casos confirmados e cerca de 13 mil óbitos por covid-19, em meio a um cenário de alta pressão sobre o sistema de saúde.

Ao longo desses cinco anos, a vacinação se firmou como a principal estratégia de enfrentamento à doença. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), mesmo com a situação epidemiológica mais controlada, o vírus continua em circulação, o que torna essencial a manutenção das coberturas vacinais, especialmente entre os públicos prioritários.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a experiência da pandemia deixou um legado importante para o sistema de saúde. Para ele, a imunização foi fundamental para a superação da emergência sanitária e segue sendo indispensável para evitar casos graves e óbitos. Ele reforça que a população elegível deve procurar as unidades de saúde ou os vacimóveis para manter a caderneta atualizada.

Atualmente, a vacina contra a covid-19 faz parte do calendário de rotina em Minas Gerais. A imunização é indicada para crianças de seis meses a menores de cinco anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes, independentemente do período da gestação. Há também uma estratégia especial voltada a grupos mais vulneráveis ou expostos, como pessoas imunocomprometidas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, populações indígenas, ribeirinhas e quilombolas, além de pessoas em situação de rua, privadas de liberdade ou que vivem em instituições de longa permanência.

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O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza atualmente três tipos de vacinas contra a covid-19: duas de tecnologia RNA mensageiro, produzidas pela Pfizer e pela Moderna, e uma de proteína recombinante, fabricada pelo Serum Institute of India. Desde o início da campanha, Minas Gerais já recebeu mais de 76 milhões de doses enviadas pelo Ministério da Saúde.

O início da vacinação no estado foi marcado por um momento simbólico. A primeira pessoa imunizada foi a técnica de enfermagem Maria Bom Sucesso Pereira, conhecida como Cecé, então com 58 anos. Profissional da linha de frente no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, ela recebeu a dose no Aeroporto Internacional de Confins, logo após a chegada das vacinas ao estado.

Cecé lembra que o maior temor, naquele momento, era transmitir o vírus à família. Para ela, a vacinação representou um alívio em meio ao medo e às incertezas da pandemia. O Hospital Eduardo de Menezes, onde ela atuava, se tornou referência no atendimento a pacientes com covid-19 na rede estadual, destinando integralmente seus leitos ao tratamento da doença durante o período mais crítico.

Cinco anos depois, o volume de doses aplicadas e a estrutura montada para a campanha são apontados pelo governo estadual como exemplos da capacidade do sistema público de saúde de responder a emergências sanitárias de grande escala, reforçando a importância da vacinação como política pública permanente.

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