Em Ouro Preto, Medalha da Inconfidência vira palanque político com ataques ao STF, críticas ao PT e elogios à direita

Em Ouro Preto, Medalha da Inconfidência vira palanque político com ataques ao STF, críticas ao PT e elogios à direita

A cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada nesta terça-feira (21), em Ouro Preto, foi marcada por discursos políticos, críticas ao PT e trocas de recados entre lideranças, evidenciando o clima de disputa ideológica às vésperas do período eleitoral.

Principal homenageado do dia, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou um tom de distanciamento da polarização, mas fez críticas indiretas ao cenário político nacional, com referência a gestões petistas.

“Sem dúvida nenhuma, somos um país de muito potencial, mas ainda teimamos em jogar fora as oportunidades. Entre 1980 e 2019, alternamos 26 anos de avanço e 14 anos de crise”, afirmou, ao mencionar um período que inclui governos do PT.

Na sequência, o governador voltou a tratar da polarização política e defendeu mudanças estruturais no país. Ele avaliou que o Brasil precisa fortalecer instituições e melhorar o ambiente econômico.

Segundo Tarcísio, “talvez gastemos muita energia com a polarização que nos leva a nada”, ao mesmo tempo em que criticou o excesso de exposição da vida pública e defendeu um Estado mais eficiente, com menos impostos e maior competitividade.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), adotou um tom mais direto e fez críticas ao cenário político e institucional, com ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e menções a escândalos nacionais.

“Como pode a esposa de um ministro do Supremo ter um contrato de 129 milhões de reais com o maior golpista do Brasil? Ou um ministro que do dia para a noite vira um grande investidor no negócio do turismo?”, questionou.

Na mesma linha, Zema afirmou que o país enfrenta episódios recorrentes de irregularidades e criticou a atuação de instituições. Ele também voltou a direcionar críticas ao PT, ao afirmar que São Paulo foi um dos poucos estados que se livrou das “mãos do PT”.

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Já o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), destacou o perfil do homenageado e justificou a escolha de Tarcísio para receber o Grande Colar, a mais alta honraria do estado.

“Resiliente, longe da vaidade que muitas vezes pode levar as pessoas a tomar decisões que possam não ser as melhores para o público”, afirmou Simões, ao comentar as características do governador paulista.

O chefe do Executivo mineiro também ressaltou a postura política de Tarcísio, especialmente a decisão de permanecer no governo de São Paulo, mesmo sendo apontado como nome competitivo no cenário nacional.

Segundo Simões, o homenageado “entende que é importante cumprir os compromissos que a gente assume e fazer as transformações que se dispõe a fazer”, destacando que ele tem o perfil adequado para a honraria.

Durante o discurso, Tarcísio também fez elogios à gestão mineira, reforçando alinhamento com pautas econômicas defendidas pelo governo estadual.

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