Angelo Oswaldo fala em ‘repulsa’ a Mateus Simões e classifica escola cívico-militar como ‘projeto para agradar a extrema-direita’

Angelo Oswaldo fala em 'repulsa' a Mateus Simões e classifica escola cívico-militar como 'projeto para agradar a extrema-direita'

A repercussão da cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada em Ouro Preto, ganhou um novo capítulo após o prefeito Angelo Oswaldo divulgar um vídeo criticando duramente o governador Mateus Simões. No posicionamento, o chefe do Executivo municipal fala em “repulsa” e acusa o governador de desrespeito durante a solenidade do 21 de Abril.

“O governador Matheus Simões foi extremamente grosseiro, deseducado e desrespeitoso. Agrediu não só a mim, mas aos militares presentes à cerimônia do 21 de abril”, afirmou Angelo Oswaldo, ao comentar o episódio.

A declaração ocorre após o embate público registrado durante a cerimônia, quando os dois líderes divergiram sobre o modelo de escolas cívico-militares. No discurso oficial, o prefeito já havia criticado a proposta defendida pelo governo estadual, ao defender uma formação baseada em valores pedagógicos e civis.

Segundo Angelo, não houve ataque às Forças Armadas, mas sim uma crítica direta à política educacional do Estado. Ele reforçou que sua fala foi interpretada de forma equivocada pelo governador.

“Nós, na nossa fala, não agredimos os militares brasileiros, pelo contrário, eu disse que as Forças Armadas do Brasil estão pacificadas e coesas. Eu critiquei a escola cívico-militar que ele quer impingir à educação de Minas Gerais”, declarou.

No vídeo, o prefeito também defende um modelo alternativo de formação e critica a proposta do governo estadual, associando-a a interesses políticos. De acordo com ele, a educação mineira deve seguir princípios históricos ligados à pedagogia.

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“Nós não queremos escolas cívico-militares, queremos escolas cívico-militantes, que militem no civismo, na educação, na pedagogia. Não um projeto pessoal do governador para agradar a extrema-direita brasileira”, disse.

Angelo ainda mencionou referências históricas da educação em Minas Gerais para sustentar sua posição, citando iniciativas que marcaram a modernização do ensino no estado.

Ele lembrou, por exemplo, a atuação de Antônio Carlos e da educadora Helena Antipoff, destacando que a tradição educacional mineira sempre esteve ligada à inovação pedagógica e não ao modelo militarizado.

A crítica também se estendeu à postura do governador durante a cerimônia. O prefeito afirmou que a reação de Simões, ao pedir que militares se levantassem para receber aplausos, foi inadequada.

Segundo Angelo, “os militares brasileiros foram desrespeitados pelo governador Matheus Simões” nesse momento, ao transformar a homenagem em um gesto de confronto político.

O prefeito encerrou o posicionamento com uma crítica direta ao estilo de gestão do chefe do Executivo estadual.

“Ele foi desrespeitoso e grosseiro com o prefeito de Ouro Preto, e é assim que ele prefere governar Minas Gerais. Nossa repulsa ao senhor Matheus Simões”, concluiu.

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