A rede estadual de ensino de Minas Gerais tem intensificado ações voltadas à inclusão de estudantes surdos, com investimento em profissionais especializados, materiais adaptados e fortalecimento do uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas escolas.
Reconhecida como meio legal de comunicação no país, a Libras é apontada como elemento central no processo de ensino e aprendizagem desses alunos. Atualmente, 552 estudantes surdos são atendidos pelo sistema estadual, que oferece suporte pedagógico específico e estratégias para garantir o acesso ao conteúdo e a participação nas atividades escolares.
De acordo com a professora Débora Cioletti, que atua no Atendimento Educacional Especializado da Escola Estadual Ministro Alfredo Vilhena Valladão, em Belo Horizonte, a presença da língua de sinais é determinante para o desenvolvimento dos estudantes. Segundo ela, sem esse recurso, há comprometimento na compreensão das disciplinas e na integração em sala de aula.
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Para ampliar esse atendimento, o estado conta com oito Centros de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez. Esses espaços oferecem formação em Libras, orientação pedagógica e apoio na produção de conteúdos acessíveis, incluindo vídeos adaptados para o ensino e preparação para avaliações como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
A rede também dispõe de cerca de 760 profissionais, entre tradutores e intérpretes de Libras, instrutores e guias-intérpretes, que atuam diretamente nas escolas, mediando a comunicação e acompanhando os estudantes no cotidiano escolar.
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Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e O Mundo dos Inconfidentes.
