Um homem foi condenado por tentativa de homicídio em uma briga na saída de uma casa de eventos no bairro Bandeirantes, região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ele agrediu outro homem com uma facada no peito, a vítima passou por uma cirurgia no coração e sobreviveu.
O crime ocorreu em março de 2016. Na ocasião, a vítima alegou que foi atingida por não ter cumprimentado o agressor, e que mesmo ferido, conseguiu entrar no carro de um amigo, mas perdeu os sentidos e acordou no hospital. O homem ficou 21 dias internado, 12 em Centro de Terapia Intensiva (CTI), além de passar por várias cirurgias.
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O Conselho de Sentença considerou o réu culpado, e a juíza presidente do 2º Tribunal do Júri da Comarca da Capital, Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva, fixou a pena em 11 anos e um mês de reclusão em regime fechado.
Em defesa, o réu negou ter desferido facada. Alterando o depoimento que havia prestado durante o processo, ele alegou que era responsável pela conservação e fechamento do local da festa e se deparou com a vítima e outros dois homens usando drogas no estacionamento, perto de seu carro. Ele afirmou que pediu para que fossem embora, mas foi cercado por um dos homens, que o agrediu. Nesse momento, o réu o teria sido agredido com uma garrafa de uísque e a vítima teria se cortado com estilhaço dessa garrafa.
Sendo assim, a defesa alegou que o funcionário agiu por legítima defesa e pediu a desclassificação do crime para lesão corporal No entanto, o Conselho de Sentença considerou o réu culpado pela tentativa de homicídio com as qualificadoras de motivo fútil e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.
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Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto e estagiária no Jornal Geraes e na Rádio Real FM.
