Mariana recebe parcela de R$ 200 milhões do Acordo de Reparação em setembro 

Mariana recebe parcela de R$ 200 milhões do Acordo de Reparação em setembro 

O município de Mariana tem a previsão de receber, no mês de setembro, a primeira parcela de R$ 200 milhões referente ao novo acordo de reparação pelos danos do rompimento da barragem de Fundão. A projeção foi detalhada pelo prefeito Juliano Duarte após a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT), que destinará mais de R$ 100 milhões para instalar ar-condicionado e sistemas de energia solar em escolas da Bacia do Rio Doce.

De acordo com o chefe do Executivo, o montante inicial deve chegar aos cofres do município cerca de 30 dias após a assinatura do documento, que ocorreu em 20 de agosto. O recurso já tem áreas prioritárias definidas para o início do planejamento, incluindo obras de saneamento básico, habitação e a construção de uma alça viária, projetada para retirar o trânsito pesado de veículos da mineração de dentro dos bairros da cidade. O prefeito garantiu que as destinações também passarão por audiências públicas para ouvir as comunidades e a Câmara Municipal.

Durante a entrevista, Juliano Duarte explicou os motivos que levaram Mariana a não assinar a proposta de repactuação apresentada no ano de 2025. Segundo ele, a gestão avaliou que os valores ofertados na época eram insuficientes para mitigar os impactos da tragédia e reestruturar a cidade. Após mais de um ano de novas rodadas de diálogo, a administração conseguiu adicionar R$ 1,2 bilhão ao montante original, dobrando a compensação destinada ao município.

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Ele avaliou de forma positiva a decisão de não ter aceitado os termos anteriores logo de imediato. “A gente tem a alegria e a felicidade de não ter assinado, de termos enfrentado as duas maiores mineradoras do mundo e conseguido dobrar o valor do acordo de Mariana, que vai impactar diretamente a vida das pessoas”, disse.

Um dos principais focos da prefeitura com a chegada da verba bilionária é a criação de um fundo soberano. A reserva financeira será criada com o objetivo de garantir a estabilidade econômica de Mariana a longo prazo, preparando a cidade para o cenário inevitável de esgotamento mineral.

Ao defender a iniciativa, o prefeito utilizou a atual transição econômica enfrentada pela cidade de Itabira como um exemplo do que pretende evitar. “Esse novo acordo significa a independência futura do município de Mariana. A gente quer criar um fundo soberano para que, no futuro, Mariana não seja dependente da mineração e não passe por momentos como o município de Itabira vai passar com a paralisação da mineração”, afirmou.

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