Após o duplo homicídio registrado na última terça-feira (3), em Mariana, moradores organizam uma mobilização pública contra a violência e o feminicídio. A Marcha dos Homens será realizada neste sábado (7), com concentração às 9h, no Centro de Convenções, e saída prevista para 9h30, em direção à Praça Minas Gerais.
A mobilização ocorre em memória de Larissa Maria de Oliveira, de 25 anos, e de sua filha Maria Fernanda Oliveira Gomes, de 2 anos, assassinadas em uma residência na Rua Caetano Pinto, no bairro Santa Clara. Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 13h. O suspeito, Felipe Gomes Cordeiro, de 24 anos, companheiro da mulher e pai da criança, foi preso ainda na região após a confirmação dos óbitos.
De acordo com os organizadores, a marcha tem caráter pacífico e busca transformar o luto coletivo em um ato público de conscientização, solidariedade e enfrentamento à violência de gênero. A convocação é direcionada a toda a população, com ênfase na participação dos homens.
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Um dos organizadores do movimento, o vereador Pedro Sousa (PV), afirmou que a mobilização é uma resposta à gravidade do crime. “Nenhuma vida interrompida pode se tornar apenas estatística. Convoco toda a cidade de Mariana, em especial os homens, para estarem conosco nesse sábado. O que aconteceu não pode ser tratado como mais um caso isolado e não deve ser normalizado”, disse. O parlamentar informou ainda que protocolou na Câmara Municipal um projeto de lei para instituir o dia 3 de fevereiro como o Dia Municipal da Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher.
Segundo a Polícia Militar, ao chegar ao local do crime, os policiais encontraram o portão da residência trancado. O suspeito teria informado que a companheira e a filha estavam mortas no fundo do quintal. As vítimas teriam sido atacadas com um facão. A área foi isolada para os trabalhos da perícia, e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.
A marcha pretende reforçar a mensagem de que a violência não pode ser tolerada e que o enfrentamento ao feminicídio é uma responsabilidade do poder público e de toda a sociedade.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
