A construção e instalação do Hospital Universitário da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) não será afetada pela crise orçamentária que a instituição passa. Isso acontece porque os recursos empregados na obras são fruto da Repactuação do Rio Doce (Acordo de Mariana), sendo parte de uma parceria com a Prefeitura da Primaz de Minas. Quem explicou essa situação foi o atual reitor, Luciano Campos, em entrevista para a TV UFOP.
“Fruto de um trabalho, de uma parceria forte iniciada no primeiro dia dessa gestão, de uma articulação junto com a Prefeitura Municipal de Mariana. Trata-se de um empreendimento importante, especialmente para a área da saúde, para a formação dos nossos estudantes, e que traz recursos — só para a construção do hospital — da ordem de 220 milhões de reais. É importante dizer que esses não são recursos do orçamento da universidade. São recursos, neste caso, vindos da repactuação da bacia do Rio Doce”, disse o gestor.
Crise orçamentária
A UFOP anunciou as medidas do reajustes orçamentário na semana passada. Segundo a nota oficial, publicada no site da instituição, as ações tem como objetivo e evitar a consolidação de um déficit previsto de cerca de R$ 10 milhões ao final de 2025.
Haverá desligamento de trabalhadores nos setores de limpeza, recepção e comunicação, por ajustes de contrato e demanda. A área estudantil também será afetada. As bolsas foram reduzidas em 50%. A partir de julho, todas terão carga horária de 15h semanais e valor de R$ 400.

O hospital universitário da UFOP
A construção do hospital foi anunciada pelo presidente Lula (PT), em visita à Mariana no começo deste mês. É um investimento estratégico, especialmente para cursos da área de saúde (como medicina, enfermagem, etc.), beneficiando a formação dos estudantes e a infraestrutura local.
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A expectativa da universidade é de que, além de ampliar a infraestrutura de ensino e atendimento à saúde na região, o hospital permita reduzir custos a longo prazo, eliminando a necessidade de encaminhar alunos para estágios e práticas em hospitais de outras cidades.
“Esperamos que, no futuro, quando este hospital estiver pronto, a universidade inclusive economize, uma vez que não será mais necessário uma série de investimentos que hoje são feitos para enviar os estudantes para fora”, completou o reitor.
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Jornalista formado pela Universidade Federal de Ouro Preto, com passagens por Esporte News Mundo, Blog 4-3-3 e Agência Primaz.