Integrante da Máfia Azul é condenado a 67 anos por morte de torcedor do Atlético

Integrante da Máfia Azul é condenado a 67 anos por morte de torcedor do Atlético

Samuel Paixão de Souza, integrante da Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro, foi condenado a 67 anos de prisão pela morte de um torcedor e por seis tentativas de homicídio relacionadas a um ataque contra um ônibus que transportava integrantes de uma torcida organizada do Atlético-MG. O julgamento ocorreu nessa quarta-feira (12), no 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte.

Segundo a denúncia, o ataque aconteceu em 28 de novembro de 2021, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. O grupo teria utilizado bombas, pedras, barras de ferro e pedaços de madeira para emboscar o ônibus.

Samuel foi condenado por um homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também recebeu condenação por uma tentativa de homicídio com as mesmas qualificadoras e por outras cinco tentativas de homicídio por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A pena foi fixada pela juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva em regime inicialmente fechado. Como o réu não compareceu ao julgamento, foi expedido um mandado de prisão contra ele.

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Durante a sessão, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu a condenação de Samuel conforme os termos da denúncia.

A defesa solicitou a desclassificação dos crimes, alegando ausência de dolo. Como alternativa, pediu o reconhecimento de desistência voluntária e a retirada das qualificadoras atribuídas às tentativas de homicídio.

Ataque deixou feridos e uma vítima morta

De acordo com a denúncia, pelo menos nove pessoas ficaram feridas durante a emboscada. Um jovem que sofreu ferimentos graves morreu dois dias depois.

O processo já teve outros julgamentos. Em julho de 2026, Riquelme Enderson Ribeiro da Silva, Luiz Gustavo da Silva Veloso e Pedro Henrique Coimbra Braga foram condenados, respectivamente, a 48 anos e seis meses, 24 anos e 20 anos de prisão.

Os três já haviam sido julgados anteriormente, mas os resultados foram anulados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) devido ao reconhecimento de irregularidades processuais.

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