A confeiteira Larissa Goulart, moradora de Mariana, foi a grande campeã do 6º episódio da atual temporada do reality show Que Seja Doce, exibido pelo canal GNT na última segunda-feira (7). Após conquistar o troféu na TV fechada, a jovem e a cidade histórica também serão destaque em rede nacional neste sábado (12), durante o programa É de Casa, da TV Globo.
Formada em Gastronomia, Larissa comanda a marca Uh La La (@uhlalacake), focada em confeitaria criativa e artística. Para a competição, que nesta temporada tem como tema a “Brasilidade”, ela contou com a parceria da própria mãe, Alécia Dias, que é proprietária do bistrô mariano Chez Alécia (@chezalecia) e sua grande incentivadora.
Para conquistar os jurados e o apresentador Felipe Bronze, a dupla apresentou três pratos que mesclam técnicas clássicas à cultura regional mineira. O doce de apresentação, chamado de “cartão de visitas”, foi uma tarte sablée de cacau com ganache de chocolate, cremoux, geleia de laranja e um biscuit feito com café produzido em Mariana.
Nas etapas seguintes, Larissa garantiu a vitória preparando um arroz doce à mineira — feito com arroz arbóreo, raspas de laranja, cumaru, crumble de fubá e caramelo de rapadura — e finalizou a competição com um bolo de especiarias servido com maçãs cozidas no quentão, calda e chantilly de laranja.
“Foi muito importante para mim trazer essa parte diferente, ousada e inovadora, principalmente utilizando elementos do nosso Brasil e ingredientes regionais de Minas Gerais”, relatou a confeiteira. “Ganhar foi uma coisa surreal. Tinha participantes muito bons, então dá aquele frio na barriga. Foi muito especial trazer esse prêmio para Minas Gerais e, principalmente, para Mariana”.
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Tradição familiar na cozinha
A vitória no programa consolida uma história que atravessa décadas. Larissa é a terceira geração de cozinheiras da família, seguindo os passos da bisavó, da avó e da mãe. Tendo crescido no ambiente da cozinha, ela absorveu a base tradicional, mas decidiu trilhar um caminho voltado para a inovação, agregando elementos de pintura e escultura aos seus doces.
A diferença de estilos, inclusive, rende histórias de bastidores com a mãe. “Eu até brinco que a gente tem essa ‘guerra de gerações’. Como eu tento trazer um trabalho mais inovador, às vezes a gente entra em conflito sobre o que fazer ou não fazer, até mesmo em um programa como esse”, revelou Larissa.
O prêmio no GNT é visto pela confeiteira como uma oportunidade de expansão. “É o início de um sonho. Espero que esse prêmio faça com que as pessoas abram um pouco mais a mente para a confeitaria brasileira e para a valorização do que a gente tem aqui de melhor”, concluiu.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
