A cena artística mineira perdeu nesta segunda-feira (15) um de seus nomes mais reconhecidos. O ator, diretor e professor de teatro Raimundo Farinelli faleceu às 9h30, deixando uma trajetória marcada pela dedicação às artes cênicas e pela formação de gerações de artistas.
O falecimento foi divulgado por meio de uma homenagem que destaca o papel de Farinelli como mestre, criador e incentivador da cultura. No texto, ele é lembrado como alguém que transformava ideias em realidade e que dedicou a vida ao teatro.
“Foi mímico, ator, diretor, produtor, mestre e contador de histórias. Mas, acima de tudo, foi um formador de pessoas. Por suas mãos passaram gerações de artistas. Alguns seguiram nos palcos, outros encontraram diferentes caminhos, mas todos levaram consigo algo que aprenderam com ele”, diz um trecho da homenagem.
Formado em uma das primeiras turmas do Teatro Universitário (TU) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Farinelli construiu uma carreira que atravessou décadas. Tornou-se reconhecido por seu trabalho na comédia, pelo domínio de técnicas como a pantomima e o teatro gestual e pela atuação como diretor e professor.
Entre suas realizações está a fundação da Cia. Palco de Teatro, além da direção de espetáculos que marcaram sua trajetória artística. Com o objetivo de incentivar novos talentos, criou também um espaço teatral próprio em sua residência, no bairro Nova Suíça, em Belo Horizonte.
A homenagem divulgada após sua morte destaca ainda a dimensão humana de seu legado, lembrando que sua influência ultrapassou os limites dos palcos.
“Farinelli deixa uma família de sangue, representada por sua irmã Matilde, por seu irmão Antônio, por seus sobrinhos, afilhados e familiares, mas deixa também uma imensa família escolhida: seus filhos do teatro.”
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No texto, familiares e amigos recorrem à metáfora do teatro para se despedir do artista, ressaltando que sua história permanece viva na memória daqueles que conviveram com ele.
“O espetáculo de Raimundo Farinelli não termina hoje. Ele permanece vivo na memória de cada pessoa que o amou, em cada artista que ajudou a formar, em cada palco que ocupou, em cada sorriso que provocou e em cada história que ajudou a contar.”
A morte de Farinelli encerra uma das trajetórias mais respeitadas das artes cênicas mineiras, mas deixa como herança uma extensa contribuição à cultura, ao ensino do teatro e à formação de artistas em Minas Gerais.
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