Pesquisadores reencontraram, no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, espécies de plantas que não eram registradas na natureza há mais de 30 anos. Os exemplares foram localizados em áreas protegidas e mantidas pela Vale nos municípios de Ouro Preto, Itabirito e Rio Acima, dentro de um projeto que reúne universidades, instituições de pesquisa e empresas privadas por meio da Rede Propagar.
Entre as espécies encontradas estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, conhecidas popularmente como sempre-vivas ou chuveirinhos. Segundo os pesquisadores, algumas das plantas procuradas não eram vistas havia mais de 100 anos e eram consideradas potencialmente extintas.
“Algumas plantas não eram vistas há mais de 100 anos e eram consideradas potencialmente extintas. Fazendo esse trabalho de procura, acabamos encontrando-as na natureza e as descobrindo novamente”, explicou Laís Zeferino, doutora em biologia vegetal e pesquisadora associada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
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Material será estudado em laboratório
Após a localização, amostras das plantas foram coletadas e encaminhadas para laboratórios que integram a Rede Propagar. A próxima etapa envolve pesquisas para desenvolver métodos de propagação das espécies.
De acordo com Ana Cristina Amoroso, engenheira ambiental e especialista em campo rupestre da Vale, os estudos devem incluir análises genômicas e a produção de mudas.
“A ideia é desenvolver métodos de propagar essas plantas, já que a maioria delas têm pouquíssimo conhecimento gerado. Há grandes lacunas de informações e, a partir daí, será iniciada uma série de estudos desde a parte genômica à produção de mudas para uma reintrodução no futuro”, afirmou.
A intenção é que, posteriormente, as mudas possam ser utilizadas na reintrodução das espécies nas áreas protegidas onde foram encontradas. Segundo Ana Cristina, a multiplicação das plantas pode ampliar sua ocorrência e distribuição e contribuir para a conservação do ecossistema.
O objetivo dos pesquisadores é avançar no cultivo das espécies para que, futuramente, mudas possam ser reintroduzidas nas áreas protegidas onde elas foram encontradas, incluindo regiões das cidades de Ouro Preto, Itabirito e Rio Acima.
Fonte: Infomoney.
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