A Arquidiocese de Mariana inaugurou na sexta-feira (9) a Reserva Técnica de Acervos e Laboratórios de Conservação e Restauro, localizada no bairro Rosário. O espaço, destinado à guarda e recuperação de bens culturais e históricos de toda a região, recebeu investimento de R$ 4,4 milhões viabilizados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Os recursos são fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a mineradora Vale, como medida compensatória pelos impactos e riscos da barragem Sul Superior, em Barão de Cocais. A nova estrutura atuará como um centro permanente de preservação e já abriga peças resgatadas após o rompimento da barragem de Fundão e bens retirados preventivamente da comunidade de Socorro.
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De acordo com a museóloga Célia Corsino, consultora do projeto, o local possui áreas especializadas para recebimento, higienização, documentação e restauro das obras. “Aqui poderão ficar os acervos a serem preservados em toda a Arquidiocese de Mariana. É uma iniciativa coletiva, alinhada ao conceito de proteção dos direitos difusos e do patrimônio cultural como bem de toda a sociedade”.
Para o arcebispo metropolitano de Mariana, dom Airton José dos Santos, a nova reserva técnica representa mais um passo na preservação da memória religiosa e cultural da Arquidiocese. “Ao preservá-las, garantimos que as futuras gerações também possam testemunhar, visual e espiritualmente, a história da salvação em solo mineiro”.
O equipamento também deverá se tornar uma referência na formação de profissionais em arte sacra. Durante a cerimônia, três peças já foram entregues à equipe para marcar o início das atividades de restauração.
O evento reuniu promotores, prefeitos e autoridades estaduais, incluindo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira. Na ocasião, o secretário anunciou a aprovação de R$ 40 milhões em novos projetos voltados à região, montante que será destinado a melhorias em igrejas históricas, iluminação cênica e iniciativas ligadas ao Caminho Religioso da Estrada Real.
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