Renato Zoroastro cobra plano de contenção de gastos após relatos de aumento da dívida em Ouro Preto

Renato Zoroastro cobra plano de contenção de gastos após relatos de aumento da dívida em Ouro Preto

O vereador Renato Zoroastro protocolou na última reunião ordinária da Câmara Municipal de Ouro Preto, realizada na terça-feira (25), o Requerimento 341/2026 que solicita à Prefeitura medidas de contenção de despesas e a apresentação de um plano formal para recuperar o equilíbrio financeiro do município.

A cobrança ocorre em meio a queixas sobre atrasos nos pagamentos de fornecedores e relatos de crescimento da dívida municipal, que já alcançaria a marca de R$ 86 milhões, segundo informação levada ao plenário pelo vereador Wanderley Kuruzu. 

O documento destaca a contradição entre a falta de recursos para honrar os compromissos correntes e o crescimento geral da arrecadação da cidade. Dados do Portal da Transparência mostram que, de janeiro a julho de 2026, a prefeitura arrecadou R$ 57,1 milhões a mais (+11,3%) do que no mesmo período de 2025.

Embora o mês de julho tenha registrado uma queda isolada de 14,6% nas receitas, o desempenho financeiro acumulado no ano continua positivo, o que reforça as cobranças por melhor gestão dos gastos.

Durante a sessão, o parlamentar afirmou que a administração pública não pode continuar “apagando fogo” mês a mês sem um planejamento efetivo. Ele citou denúncias recentes sobre a falta de repasses aos trabalhadores do transporte cooperado (escolar e administrativo) e atrasos de até 18 dias no vale-alimentação e nos salários dos funcionários terceirizados da empresa Village.

“Se não fizer um planejamento, uma apreciação das despesas, e cortar onde tem que cortar, vai acontecer de novo. Qual é o plano de ação da prefeitura para solucionar esses problemas e não deixar que eles sejam empurrados para 2027 e virem uma bola de neve?”, cobrou o vereador..

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O texto aprovado questiona se o Executivo possui um plano de contingenciamento em andamento, se contratos de grande impacto financeiro foram revistos para gerar economia e se existem medidas de controle temporário sobre a criação de novas despesas permanentes, como horas extras, gratificações e novas contratações.

Outro ponto de alerta no requerimento é a gestão dos royalties da mineração (CFEM). Os vereadores cobram estratégias para evitar que essa receita, considerada volátil e extraordinária, seja utilizada pelo município para sustentar a expansão de despesas fixas.

O requerimento foi aprovado e agora segue para a Prefeitura, que possui prazo regimental para responder aos questionamentos.

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