A manutenção da tarifa única de R$ 2 no transporte coletivo de Ouro Preto pode estar em risco em razão do atraso no repasse da subvenção municipal ao Consórcio Rota Real, responsável pela operação do sistema. O assunto foi discutido durante reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito e repercutido pelo vereador Wanderley Kuruzu em vídeo publicado na manhã desta terça-feira (28).
No vídeo, o parlamentar informou que a Prefeitura de Ouro Preto está prestes a completar três meses sem realizar o repasse da subvenção ao consórcio. Segundo ele, o valor mensal é de aproximadamente R$ 2 milhões. Kuruzu afirmou que a informação foi apresentada durante a reunião pelo gerente de Relações Institucionais da Rota Real em Ouro Preto, Guilherme Schulz.
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Procurado pela reportagem, Guilherme Schulz confirmou a situação. Segundo ele, a empresa mantém tratativas com a Prefeitura desde o ano passado para regularizar os pagamentos, mas os atrasos voltaram a ocorrer e, neste mês, completam-se três meses consecutivos sem o recebimento da subvenção.
De acordo com o gerente, o cenário chegou a um ponto considerado insustentável e representa um risco imediato para a operação do sistema.
Ele explicou que a subvenção corresponde a cerca de 60% da receita da operação e que a empresa não consegue manter o serviço apenas com os demais recursos arrecadados. Entre os custos citados estão despesas com diesel, peças, pneus, salários da equipe, motoristas, manutenção, limpeza e investimentos na frota.
A tarifa única de R$ 2 entrou em vigor em 8 de julho de 2025 e é válida para todas as linhas urbanas e distritais de Ouro Preto.
Sem o subsídio pago pelo município à Rota Real, o valor das passagens seria superior ao atualmente cobrado. Conforme as informações do programa, a tarifa na sede chegaria a R$ 5,25, enquanto em linhas para localidades mais distantes, como Serra dos Cardosos, poderia alcançar R$ 19,45. Atualmente, o usuário paga R$ 2 por passagem, cabendo ao município arcar com a diferença do custo operacional.
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