A Receita Federal anunciou nesta terça-feira (25) uma das transformações mais significativas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) desde sua criação, em 1998. A partir de julho de 2026, o documento deixará de ser exclusivamente numérico e passará a adotar um formato alfanumérico, que combina letras e números, com o objetivo de modernizar o sistema e acompanhar o crescimento acelerado do número de empresas e microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil.
O CNPJ funciona como a identidade das empresas junto ao governo, instituições financeiras e demais órgãos públicos. Atualmente composto por 14 números, o modelo vigente impõe um limite de combinações possíveis. Com a nova estrutura, o número de registros disponíveis saltará de cerca de 100 milhões para quase 3 trilhões de possibilidades, o que garante a sustentabilidade do sistema por várias décadas e evita o risco de esgotamento dos cadastros.
O novo padrão manterá os 14 caracteres já utilizados, mas com mudanças importantes: os 12 primeiros poderão mesclar letras e números, enquanto os dois últimos continuarão sendo dígitos verificadores, responsáveis por validar a numeração. Na prática, um CNPJ poderá ter um formato semelhante a “AB12CD34/EF56-78”, sem alterar a lógica de validação já usada atualmente.
Para as empresas já cadastradas, não haverá necessidade de alteração do número atual. Os formatos antigo e novo irão conviver, preservando a compatibilidade com bancos, emissores de notas fiscais e plataformas digitais. Já os novos registros feitos a partir de julho de 2026 passarão a receber automaticamente CNPJs no padrão alfanumérico.
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A implementação será feita de forma gradual. O ano de 2025 será dedicado a testes e à integração dos sistemas que utilizam o cadastro, enquanto julho de 2026 marca o início oficial da emissão dos novos CNPJs. Após essa data, haverá um período de adaptação em que modelos numéricos e alfanuméricos funcionarão paralelamente.
Entre os principais benefícios apontados por especialistas estão a ampliação da capacidade de registros, a modernização dos processos, a redução de falhas e duplicidades e a melhoria na integração entre bases de dados do governo. A medida também fortalece a segurança e a automação dos sistemas, além de alinhar o Brasil a padrões internacionais de identificação empresarial.
Para MEIs e pequenos empreendedores, a mudança não traz impactos imediatos, mas exige atenção às atualizações dos sistemas contábeis e de gestão nos próximos anos. A expectativa é de que o novo modelo torne o ambiente de negócios mais ágil, confiável e preparado para o avanço das tecnologias digitais.
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Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e O Mundo dos Inconfidentes.
