O ano de 2026 será marcado por celebrações ligadas ao patrimônio cultural e à memória histórica de Ouro Preto e de Minas Gerais. Dois marcos chegam ao centenário e ajudam a reforçar o debate sobre preservação, identidade e valorização de bens históricos: o livro Cidade do Sonho e da Melancolia, de Gilberto de Alencar, e a Carta Pastoral dos Bispos de Minas Gerais, de 1926.
Publicado em 1926, o livro Cidade do Sonho e da Melancolia foi escrito pelo autor juiz-forano Gilberto de Alencar, que demonstrava forte ligação afetiva com Ouro Preto. A obra surgiu em um período de dificuldades econômicas e sociais, quando a cidade ainda sentia as consequências da transferência da capital para Belo Horizonte. O texto faz um apelo direto pela preservação do patrimônio cultural e pela proteção do conjunto histórico, que sofria com abandono e deterioração.
A primeira edição contou com ilustrações de Angelo Bige, contribuindo para a construção do imaginário visual do livro. Décadas depois, em 1971, a segunda edição trouxe ilustrações de Guima, mostrando que o interesse pelo tema e pela obra permaneceu vivo e relevante ao longo do tempo.
O patrimônio cultural também está no centro de outro marco histórico que completa 100 anos: a Carta Pastoral do Episcopado Mineiro. O documento orientou padres e fiéis sobre a importância de proteger o acervo artístico e religioso das igrejas, incluindo obras coloniais, imagens sacras e elementos arquitetônicos. Considerada referência para a preservação, a carta teve impacto direto na formação de uma consciência de cuidado com bens culturais, ajudando a consolidar políticas e práticas de proteção em Minas Gerais e no país.
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O prefeito Angelo Oswaldo (PV) destacou que as duas referências de 1926 dialogam com diferentes momentos da história local e reforçam a necessidade de manter o cuidado com a cidade e seus bens culturais. Ele também lembrou que as comemorações buscam resgatar a memória e projetar a continuidade das ações de preservação.
“2026 traz a marca de dois centenários importantes para a celebração em Ouro Preto. Dizem respeito a nossa história e a conservação do nosso patrimônio. vamos, portanto, evocar os 100 anos e projetar pelos próximos 100 anos, a preservação, a valorização de Ouro Preto e do patrimônio cultural de todos os mineiros e mineiras de todo o Brasil“, afirmou.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
