Com número de refugiados que deixam o Congo, na África, se aproximando rapidamente de 7 milhões, a organização humanitária Fraternidade Sem Fronteira lançou um novo apelo de emergência para obter recursos em prol das crianças afetadas pelo conflito.
A missão é liderada pela marianense Cecilia Duarte, juntamente com a ONG, com o objetivo de declarar fundos para dar suporte àqueles que são forçados a deixar suas casas em seu país de origem. A jovem, que já esteve em Burundi, no ano passado, conhece de perto e acompanha a realidade dessas pessoas.
“É muito importante que vocês possam ajudar porque, realmente, é uma situação muito difícil, que ninguém imagina”, destacou Cecilia Duarte.
A ela se junta ao ex-deputado federal Duarte Júnior (PSB), que declarou apoio à causa das crianças refugiadas da guerra no Congo. “É um trabalho social que vale a pena seguir e ajudar. Precisamos, mais do que nunca, nos preocupar com essas pessoas que vivem em condições de extrema dificuldade”, afirmou.
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De acordo com a FSF, atualmente mais de 420 crianças são atendidas pelo projeto desenvolvido no Burundi, incluindo órfãos e menores afastados de suas famílias devido aos impactos dos conflitos armados na região.
As doações para o projeto podem ser feitas pelo PIX: 148.202.166-86. Todo o valor arrecadado será revertido diretamente em auxílios para essas crianças, garantindo apoio, alimentação, dignidade e cuidados.
Crise crescente
O apelo conjunto ocorre em meio ao agravamento da crise humanitária provocada pelos conflitos armados na República Democrática do Congo. Segundo estimativas de organizações internacionais, milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido à violência, aos confrontos entre grupos armados e à insegurança constante em diversas regiões do país.
Atualmente, o número de refugiados e deslocados internos se aproxima de 7 milhões de pessoas, cenário que coloca a crise congolesa entre as maiores emergências humanitárias do continente africano. Muitas famílias vivem em situação de extrema vulnerabilidade, enfrentando dificuldades de acesso à alimentação, moradia, atendimento médico e segurança.
Além daqueles que conseguiram atravessar as fronteiras em busca de abrigo em países vizinhos, milhões permanecem deslocados dentro do próprio Congo, enquanto milhares de crianças seguem separadas de suas famílias ou vivendo em áreas afetadas pelos conflitos.
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