Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil entram em greve por tempo indeterminado em Viçosa

Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil entram em greve por tempo indeterminado em Viçosa

Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciaram uma greve por tempo indeterminado na última quinta-feira (10) em municípios da região de Viçosa e Ponte Nova. A paralisação começou à meia-noite e foi aprovada pela categoria durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ponte Nova e Região.

O sindicato representa trabalhadores de 39 municípios. Entre as cidades abrangidas pela paralisação estão Viçosa, Ponte Nova, Coimbra, Paula Cândido, Porto Firme, Presidente Bernardes, São Geraldo, São Miguel do Anta, Teixeiras e Visconde do Rio Branco.

A decisão foi tomada após os funcionários rejeitarem contrapropostas apresentadas durante as negociações da Campanha Salarial 2026. A votação ocorreu de forma híbrida, com participação virtual entre as 19h do dia 4 de setembro e as 19h do dia 5.

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De acordo com os comunicados divulgados pelo sindicato, os trabalhadores da Caixa consideraram insuficientes as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pela direção da instituição. Com a falta de acordo nas negociações, a categoria aprovou a suspensão coletiva da prestação dos serviços.

A situação é semelhante no Banco do Brasil. Os funcionários também rejeitaram a contraproposta apresentada pela Fenaban e pela direção do banco e aprovaram a paralisação por tempo indeterminado.

A greve é de caráter coletivo, temporário e pacífico. Os avisos encaminhados às instituições informam oficialmente o início do movimento e também comunicam usuários dos serviços bancários e a população sobre a paralisação. Segundo o sindicato, os procedimentos seguem as exigências previstas na Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve.

Além de Viçosa e Ponte Nova, a área de abrangência do sindicato inclui municípios como Abre Campo, Acaiaca, Araponga, Bela Vista de Minas, Brás Pires, Canaã, Catas Altas, Cipotânea, Diogo de Vasconcelos, Dom Silvério, Guaraciaba, Itaverava, Jequeri, Matipó, Piedade de Ponte Nova, Piranga, Raul Soares, Rio Casca, Santa Cruz do Escalvado, Santa Margarida, Santo Antônio do Grama, São Gonçalo do Rio Abaixo, São José do Goiabal, São Miguel do Anta, São Pedro dos Ferros, Senador Firmino, Senhora de Oliveira e Urucânia, entre outras cidades.

Até o momento, a paralisação segue sem prazo definido para encerramento. A continuidade do movimento dependerá do andamento das negociações entre os representantes dos trabalhadores e as instituições financeiras.

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