Matheus Pacheco cobra esclarecimentos da ACTECH sobre fumaça e odor relatados por moradores de Ouro Preto

Matheus Pacheco cobra esclarecimentos da ACTECH sobre fumaça e odor relatados por moradores de Ouro Preto

A Câmara Municipal de Ouro Preto aprovou, durante a 35ª Reunião Ordinária realizada nesta terça-feira (16), a Representação nº 146/2026, de autoria do vereador Matheus Pacheco, solicitando esclarecimentos à empresa ACTECH Sobre a emissão de fumaça e o forte odor relatados por moradores de bairros próximos à unidade industrial. O documento também foi encaminhado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Segundo o parlamentar, diversas reclamações têm chegado ao gabinete por parte de moradores da região da Vila Operária, Saramenha e bairros vizinhos, que questionam os impactos ambientais causados pela atividade da empresa.

Durante a discussão da matéria em plenário, Matheus Pacheco afirmou que o tema acompanha a comunidade há anos, desde períodos anteriores da atividade industrial na região, e defendeu a necessidade de avanços tecnológicos para reduzir os impactos ambientais.

“Nós reconhecemos a importância dessa empresa, sabemos da geração de emprego que é necessária, mas existe algo que o mundo inteiro acompanha, que são os avanços tecnológicos. Os equipamentos e maquinários estão se modernizando cada vez mais para diminuir os impactos ao meio ambiente, e nós queremos saber o que esta empresa está fazendo neste sentido para garantir qualidade de vida para as pessoas que moram ali”, afirmou.

O vereador citou ainda a proximidade da unidade industrial com equipamentos públicos e áreas residenciais, mencionando moradores da Vila Operária, Vila dos Engenheiros, estudantes da Escola Municipal Tomás Gonzaga, crianças atendidas pela Creche Colmeia e pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Segundo Matheus Pacheco, a representação busca obter informações sobre medidas adotadas pela empresa para minimizar os impactos ambientais e melhorar as condições de qualidade do ar na região.

Ele ressaltou que o requerimento não representa oposição à atuação da ACTECH ou à geração de empregos, mas uma busca por equilíbrio entre desenvolvimento econômico e qualidade de vida.

“Ninguém aqui é contra a empresa, ninguém aqui é contra a geração de emprego. Mas deve haver um equilíbrio na geração de emprego, renda e desenvolvimento, e também na qualidade de vida da nossa população, principalmente de quem está no entorno”, disse.

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Relatos de moradores sobre a fumaça vinda da ACTECH motivaram o pedido

As reclamações sobre fumaça e forte odor em bairros de Ouro Preto ganharam repercussão nos últimos dias após moradores relatarem episódios observados principalmente durante o período noturno. As queixas envolvem regiões como Vila Operária, Vila dos Engenheiros, Bauxita e áreas próximas à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Procurada anteriormente pela reportagem do Jornal Geraes, a ACTECH informou que possui licença de operação vigente, realiza monitoramentos ambientais periódicos e mantém canais de comunicação para atendimento à comunidade.

A empresa também afirmou que fenômenos meteorológicos comuns nesta época do ano, como a inversão térmica, podem influenciar a dispersão e a concentração de vapores e partículas na atmosfera, especialmente em áreas de vale e relevo acidentado, características presentes em Ouro Preto.

Em nota, a companhia destacou ainda que promoveu mudanças em seus processos produtivos nos últimos anos, substituindo o óleo BPF por biomassa e gás GLP, medida que, segundo a empresa, contribuiu para a utilização de fontes de energia mais limpas.

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