A Fecomércio MG realizou a pesquisa “Turismo: Comportamento e intenções de viagens dos belo-horizontinos”, realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa, com o intuito de revelar o perfil do moradores de Belo Horizonte, fundamental para entender e orientar decisões empresariais e fortalecer o setor de turismo e serviços.
O levantamento ouviu moradores das nove regionais da capital, entre 17 de dezembro de 2025 a 2 de janeiro, e concluiu que nos últimos 12 meses, cerca de um terço dos entrevistados viajou para outros estados, enquanto quase metade afirma que, de modo geral, costuma escolher destinos dentro de Minas Gerais.
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Para o próximo semestre, a intenção de viagens interestaduais permanece relevante com 42,2%, impulsionada principalmente pelo turismo de sol e praia. De acordo com a pesquisa, para viajar pelo estado de Minas Gerais, 52,4% dos belo-horizontinos, levam em consideração fatores como preços mais competitivos, maior divulgação dos destinos e redução dos custos de hospedagem na hora de escolher seus destinos.
Segundo a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, compreender essas escolhas é decisivo para transformar intenção em resultado. “O estudo mostra que existe demanda disponível. O desafio do empresário é alinhar preço, comunicação e experiência para que Minas Gerais seja percebida como uma escolha tão atrativa quanto outros estados”, afirma.
A iniciativa revelou também que o turista que planeja gastar entre R$ 3.037 e R$ 6.072 por viagem, busca por produtos turísticos bem estruturados, com sol e praia, gastronomia, encontros com família, atrativos culturais e ecoturismo, capazes de combinar lazer, conforto e interesse com o local.
Além disso, na maioria dos casos, o cônjuge é o principal companheiro de viagem com 30,8%, seguido pelos filhos com 22,9%, o que evidencia a força do turismo familiar. Viagens em casal tendem a buscar conforto com destino no litoral para 59,9%, visitar a família com 33,7%, experiências culturais para 19,8% e 14,5% pela boa gastronomia e, enquanto famílias com filhos priorizam destinos com lazer diversificado como litoral para 63,6%, 35,2% buscam visitar a família em programas com mais segurança e estrutura familiar.
Há ainda o público que viaja sozinho, geralmente mais flexível no roteiro, 31,3% buscam visitar a família, 28,1% viajam à trabalho, e a mesma porcentagem pretende viajar para o litoral, atentos aos custos e aberto a experiências religiosas, culturais e gastronômicas. Já as excursões organizadas, embora representem uma fatia menor, concentram perfis que valorizam praticidade, preços fechados e logística simplificada.
“Quando o empresário entende o perfil de quem está viajando, suas preferências de compras e hábitos de planejamento, ele consegue desenvolver produtos e serviços mais eficientes, desde o tipo de hospedagem, alimentação até os passeios e serviços personalizados”, explica a turismóloga da Fecomércio MG, Milena Soares.
O estudo também analisou a escolha de roteiros, a influência da internet nas buscas por informações turísticas, informações sobre as hospedagens, entre outros.
De acordo com os dados, o comportamento do cidadão mineiro é marcado pela discrição, pelo apego às tradições e pela religiosidade, que também influencia suas escolhas turísticas. Festas religiosas, patrimônio histórico e manifestações culturais seguem como atrativos relevantes, especialmente para o turismo cultural e religioso. “Minas tem identidade forte. Quando o empresário valoriza essa essência, ele não vende só um destino, vende uma experiência completa”, resume Milena.
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Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto e estagiária no Jornal Geraes e na Rádio Real FM.
