Projeto Pandeirosas abre inscrições para grupo de estudos de pandeiro em Ouro Preto

O Projeto Pandeirosas abriu inscrições para o Grupo de Estudos de Pandeiro – Mulheres, que será realizado no primeiro semestre de 2026 em parceria com a Casa Pitanga, em Ouro Preto. A iniciativa é voltada para mulheres da Região dos Inconfidentes e propõe encontros semanais de aprendizado, troca de saberes e criação coletiva a partir do pandeiro e de ritmos tradicionais brasileiros.

De acordo com a organização, os encontros têm como foco o compartilhamento de técnicas do pandeiro e a vivência de ritmos como capoeira, coco de roda, samba, baião, maracatu, ijexá, entre outros. A proposta inclui ainda práticas musicorporais, exercícios de percepção rítmica e musical, além de atividades voltadas para a criação e a expressão artística em grupo.

No primeiro semestre de 2026, o grupo contará com três turmas. A nova turma Iniciantes I será realizada às segundas-feiras, das 19h30 às 21h, com início no dia 12 de janeiro. Também às segundas-feiras, a turma Iniciantes II acontece das 18h às 19h30, a partir da mesma data. Já a turma de Praticantes será oferecida às terças-feiras, das 18h às 19h30, com início em 13 de janeiro.

O valor da inscrição é de R$ 50,00, e a mensalidade é de R$ 150,00. As inscrições estão disponíveis por meio de formulário online divulgado pela organização.

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Idealizado em 2020 pela musicista e atriz Bela Gomes, o Projeto Pandeirosas tem como objetivo promover encontros e partilhas musicais entre mulheres diversas por meio do pandeiro, instrumento presente em diferentes manifestações culturais no Brasil e em outros países. Atualmente, o projeto desenvolve ações culturais voltadas à valorização das tradições afro-ameríndias e ao empoderamento feminino por meio do ensino e da prática do pandeiro, acolhendo as histórias, potencialidades e pluralidades das participantes.

Segundo a proposta apresentada, o grupo vai além da transmissão de técnicas e fórmulas rítmicas. As atividades buscam contextualizar os ritmos em seus territórios de origem, reconhecendo mestres, mestras, grupos tradicionais e artistas — com destaque para mulheres — que têm papel relevante na história da música brasileira. O processo envolve ainda criação artística coletiva, troca de experiências e fortalecimento da escuta e da autoestima, por meio do cantar e do tocar em conjunto.

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