Estudantes de Medicina da UFOP denunciam dificuldades de acesso a campos de internato

Estudantes de Medicina da UFOP denunciam dificuldades de acesso a campos de internato

Estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), representados pelo Centro Acadêmico Livre de Medicina Márcio Galvão (CALMED-MG), denunciaram dificuldades relacionadas ao acesso aos campos de internato de Medicina de Família e Comunidade (MFC) localizados fora da sede do município de Ouro Preto.

Em nota publicada nas redes sociais, o centro acadêmico afirma que há mais de duas semanas os estudantes solicitam soluções viáveis para garantir o deslocamento até os cenários de prática, especialmente em localidades consideradas de difícil acesso, como Bairro Cabanas, Novo Bento, Santa Rita de Ouro Preto e Amarantina.

Segundo os alunos, a ausência de transporte institucional e a insuficiência das alternativas apresentadas pela universidade têm gerado insegurança e comprometido a permanência acadêmica de parte dos estudantes. O grupo também aponta que as atividades obrigatórias nos campos de internato começam às 7h da manhã, o que amplia os desafios logísticos enfrentados diariamente.

Ainda conforme o CALMED-MG, o problema afeta principalmente estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, já que muitos não possuem recursos próprios para custear deslocamentos frequentes até os municípios e distritos onde os estágios são realizados. Os representantes estudantis afirmam que a situação contribui para a “elitização do acesso” ao curso de Medicina da UFOP.

Diante das manifestações, a Diretoria da Escola de Medicina da UFOP (EMED/UFOP) divulgou uma nota oficial esclarecendo que a definição dos campos de internato e da distribuição das vagas é responsabilidade das coordenações específicas e das instâncias acadêmicas competentes, não cabendo decisão unilateral da diretoria.

A EMED informou ainda que realizou tratativas junto aos setores responsáveis para priorizar campos com melhores condições de acesso e revisar cenários apontados pelos estudantes como mais críticos do ponto de vista logístico.

Segundo a direção, estudantes que realizam internato em Itabirito contam com auxílio moradia, enquanto os demais campos possuem oferta de auxílio transporte, seguindo critérios institucionais aplicáveis também às outras modalidades de internato do curso de Medicina.

A Escola de Medicina destacou ainda que a ampliação de campos de prática depende da disponibilidade de preceptores, bolsas de preceptoria e sustentabilidade pedagógica das atividades. Por fim, a instituição afirmou que seguirá “comprometida com o diálogo, a permanência estudantil e a construção conjunta de soluções”.

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