Uma ponte histórica furtada na cidade de Prados, na região Central de Minas Gerais, foi vendida por R$ 700 mil, segundo documento fiscal obtido pelo portal O Fator. A estrutura já foi localizada e recuperada pela Polícia Civil.
O documento foi apresentado aos investigadores pelos compradores e aponta a empresa Madeiras Gonçalves, sediada em Tanque Novo, na Bahia, como responsável pela venda da estrutura. O imposto referente à negociação também teria sido recolhido naquele estado.
a empresa não possui cadastro no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para comercialização de obras de arte e antiguidades, exigência prevista na legislação federal para esse tipo de transação.
A ponte desapareceu na sexta-feira (5), em Prados, município localizado a cerca de 190 quilômetros de Belo Horizonte. Cinco dias depois, em 10 de junho, a estrutura foi encontrada na Vila do Mogol, nas proximidades de Lima Duarte, a aproximadamente 180 quilômetros do local de origem.
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Segundo a Polícia Civil, a ponte metálica possui cerca de 20 metros de extensão e cinco metros de largura. As investigações apontam que foram utilizados equipamentos de corte e veículos de grande porte para a retirada e o transporte da estrutura.
A ponte foi adquirida pelo Ibiti Projeto, empreendimento turístico localizado na Serra do Ibitipoca. Em nota citada pela reportagem, o empresário Renato Machado, responsável pelo projeto, informou que a compra foi realizada por meio de um vendedor de antiguidades e que não tinha conhecimento sobre eventual origem ilícita do material.
Construída na Inglaterra durante o século XIX, a ponte foi importada para o Brasil no período imperial e posteriormente incorporada à antiga Rede Ferroviária Federal. Atualmente, a estrutura era utilizada por ciclistas na região de Prados.
A Polícia Civil continua investigando a autoria do furto e as circunstâncias envolvendo a retirada e a comercialização da ponte.
Fonte: O Fator.
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