Prefeitura de Mariana propõe medidas de proteção ao Pelourinho após vídeo de turistas imitando tortura de escravizados

Prefeitura de Mariana propõe medidas de proteção ao Pelourinho após vídeo de turistas imitando tortura de escravizados

A Prefeitura de Mariana iniciou tratativas para ampliar a preservação do Pelourinho localizado na Praça Minas Gerais, no Centro Histórico da cidade. A iniciativa ocorre após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra turistas em frente ao monumento, realizando encenações com gestos e simulações relacionadas ao período da escravidão.

O caso será levado ao Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, onde serão discutidas medidas de proteção no entorno do bem tombado, além da ampliação de informações sobre sua importância histórica.

A proposta também prevê a estruturação de medidas de proteção no entorno do Pelourinho e o fortalecimento da sinalização informativa no espaço.

Segundo o prefeito Juliano Duarte, a proposta prevê intervenções que reforcem o caráter simbólico do local:

“Assim que tomamos conhecimento do fato, como o Pelourinho é um monumento tombado, nós estamos levando esse caso até o Conselho do Patrimônio Cultural de Mariana. Nesse projeto, vai ser feita uma intervenção em pedra-sabão com dizeres de respeito e memória, para que as pessoas entendam que esse monumento é um monumento de respeito e memória da nossa história”, afirmou.

O prefeito também destacou o crescimento do turismo no município e a necessidade de conciliar esse avanço com a preservação histórica: “O turismo de Mariana cresceu muito, todos são muito bem-vindos à cidade, mas a gente também precisa respeitar a nossa história e a nossa memória”, disse.

Entre as ações previstas estão campanhas educativas e informativas voltadas tanto para moradores quanto para turistas, com o objetivo de reforçar o valor histórico do espaço e orientar sobre seu significado.

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O Pelourinho de Mariana

O Pelourinho de Mariana é reconhecido pelos órgãos de preservação e carrega relevante significado para a memória coletiva. Localizado entre as igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, o monumento remete ao período colonial brasileiro e está associado à aplicação de punições públicas a pessoas escravizadas. A estrutura atual é uma réplica instalada em 1970.

O secretário de Cultura e Patrimônio, Eduardo Batista, destacou a importância do monumento como instrumento de memória: “Esse monumento é um monumento de memória, para que a gente não se esqueça de um dos períodos mais terríveis da nossa história. O fato ocorrido nos trouxe um alerta para entender o sentido desse monumento”.

Ele explicou ainda que o projeto em análise busca reforçar a conscientização sobre o local. “O monumento está aqui para ser memorizado. Estamos apresentando um projeto ao Conselho para trazer uma estrutura que ajude a conscientizar que esse objeto não é um cenário, mas um marco histórico”, disse.

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