O Governo de Minas lançou, nesta quarta-feira (2), o programa Minas da Fé, iniciativa desenvolvida pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para fortalecer a preservação do patrimônio religioso e das tradições de fé no estado.
Como uma das ações do programa, a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) anunciou a abertura do edital nº 07/2026, que institui o projeto Imaginárias de Minas. A iniciativa vai formar um banco de cadastro de bens culturais móveis e acervos documentais que poderão ser selecionados para restauração gratuita em Ouro Preto.
Os trabalhos serão realizados durante as atividades práticas do Curso Técnico em Conservação e Restauro da Escola de Arte Rodrigo Mello Franco de Andrade, mantida pela FAOP.
A participação no cadastro não garante que o bem será restaurado. Segundo a instituição, a seleção dependerá das necessidades pedagógicas do curso, considerando fatores como o número de estudantes, a complexidade das intervenções e o planejamento das atividades acadêmicas.
Também não haverá obrigação de recebimento imediato ou de guarda dos bens pela FAOP.
Quem pode participar?
O edital é destinado a instituições responsáveis por bens culturais localizados em Minas Gerais, como prefeituras, secretarias municipais, arquivos públicos, museus, bibliotecas, centros de memória, além de paróquias, igrejas, dioceses, irmandades e confrarias.
Podem ser inscritos:
- esculturas de imaginária sacra em madeira policromada;
- pinturas em tela sobre cavalete;
- documentos e acervos em papel, como livros raros, manuscritos, códices, gravuras, mapas e coleções documentais históricas.
Nos casos de bens tombados ou inventariados, será obrigatória a autorização do órgão de proteção responsável.
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Inscrições seguem até agosto
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas entre 2 de julho e 16 de agosto de 2026, exclusivamente pelo site da FAOP.
Após o período de inscrições, os bens passarão por análise documental e avaliação técnica. O resultado final está previsto para 23 de novembro de 2026, enquanto as convocações para o início dos trabalhos poderão ocorrer a partir de 1º de dezembro de 2026.
Quando um bem for selecionado, será firmado um Termo de Interesse e Disponibilidade de Acervo, que regulamentará a guarda temporária da peça e os procedimentos de conservação e restauro.
Como as intervenções fazem parte da formação prática dos estudantes do curso técnico, o prazo estimado para conclusão dos trabalhos é de, no mínimo, 36 meses, podendo ser prorrogado mediante justificativa técnica e acordo entre as partes.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
