Na última semana (3,4), o Cineteatro Mariana recebeu representantes das cidades-membro da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais para discutir o futuro da preservação do patrimônio cultural diante do fim do ICMS Cultural, mecanismo de incentivo fiscal que repassa parte dos valores arrecadados pelo Estado aos municípios, com base em suas políticas.
A Reforma Tributária, que teve início neste ano, com a transição do ICMS para o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), conta com uma alíquota teste e a previsão de redução progressiva das alíquotas entre 2029 e 2032. Por isso, os municípios buscam alternativa ao programa, que representa a principal fonte de recursos para a preservação do patrimônio cultural.
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Na abertura da programação, a Cômica Cia de Teatro, apresentou uma adaptação dos poemas Ismália e A Catedral. Antes disso, um cortejo conduzido pela Charrete Turística e pelo grupo Barroco Jazz levou os convidados do Museu de Mariana até o Cineteatro.
Ao fim do primeiro dia, aconteceu um concerto com o órgão histórico Arp Schnitger, na Catedral, e uma intervenção cênica pelas ruas do Centro Histórico, apresentando tradições marianenses como a Lenda da Noiva de Furquim e a Procissão das Almas.
Além do fim do ICMS Cultural, o evento também discutiu temas como afroturismo, turismo de vivência e políticas de preservação nas Cidades Patrimônio da Humanidade.
Em duas mesas de debate, realizadas na sexta-feira e no sábado, Mariana apresentou as obras de restauração em andamento e a marca Visit Mariana, voltada à divulgação de seus atrativos e à consolidação da cidade como destino turístico.
“O turismo é o que vai trazer o desenvolvimento para essas cidades, e os Circuitos Turísticos têm um papel muito importante nisso”, afirmou a presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (FECITUR-MG), Teresa Lemos.
No segundo dia do encontro, a FECITUR apresentou um painel com representantes de quatro circuitos turísticos – Circuito do Ouro, IGR Diamantes, IGR Trilha dos Inconfidentes e IGR Nascente do Rio Doce -, que apresentaram práticas inovadoras para fortalecer a infraestrutura turística em seus municípios.
A programação contou ainda com apresentação do espetáculo Bonecas do Jequitinhonha, da Fundação Clóvis Salgado, exposição de artesanato, roda de capoeira, apresentação do coral Canarinhos de Santana, e concerto com a Sociedade Musical São Sebastião, de Passagem de Mariana,
O encontro foi organizado pela Prefeitura de Mariana, por meio da Secretaria de Patrimônio Cultural e Turismo, em parceria com a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais (ACHMG). O evento é realizado anualmente e complementa as reuniões de trabalho promovidas trimestralmente pela associação.
A Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais é composta pelos municípios:
Aiuruoca – Alagoa – Andrelândia – Baependi – Barão de Cocais – Barbacena – Bom Jardim de Minas – Bom Jesus do Amparo – Brumadinho – Caeté – Campanha – Cataguases – Catas Altas – Conceição do Mato Dentro – Congonhas – Couto de Magalhães de Minas – Datas – Diamantina – Diogo de Vasconcelos – Grão Mogol – Itabira – Itabirito – Itamonte – Itapecerica – Januária – Lagoa Santa – Mariana – Minas Novas- Nova Lima – Ouro Branco – Ouro Preto – Paracatu – Passa Quatro – Piranga – Pitangui – Pouso Alto – Prados – Raposos – Rio Preto – Ritápolis – Sabará – Santa Bárbara – Santa Luzia – Santana dos Montes – São Gonçalo do Rio Abaixo – São João del-Rei – São Thomé das Letras – Serro – Tiradentes
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Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto e estagiária no Jornal Geraes e na Rádio Real FM.
